O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 23/09/2017
Durante a primeira geração Romântica, idealizou-se a figura do indígena como o herói nacional, o que fica evidente em alguns textos do escrito José de Alencar. Fora do mundo literário, porém, esse prestígio cedeu lugar a interesses estritamente financeiros, resultando em um grande desgaste político e social, tornando-se imprescindível a tomada de medidas para resolver a questão.
Embora a Constituição de 1988 garanta a igualdade de todos perante lei, o direito de propriedade da população indígena vem sendo desrespeitada a medida em que as atividades capitalistas tomam corpo nas matas. Para evidenciar as consequências dessas relações, basta olhar para o século XVIII, quando os bandeirantes, buscando metais preciosos, invadiram as florestas e dizimaram milhares de tribos indígenas. Conforme diz Cazuza: o presente imitando o passado. Além disso, Jeam-Paul Sartre salientou que todo tipo de violência, independente de como ela se manifestar, é sempre uma derrota. Nesse sentido, pode-se inserir o desrespeito aos índios nesse contexto, posto que o descumprimento da Constituição é considerado uma agressão, tal como a perda de diversidade étnica resultante do desaparecimento desse povo, ferindo ,assim, o patrimônio histórico cultural brasileiro.
No entanto, muitos problemas dificultam a resolução do impasse. Por mais que a exploração de recursos naturais em territórios de alocação indígena seja proibida sem o concesso estatal, muitos empresários passam por cima da lei e exploram tais recursos, denotando a ineficácia da legislação na restrição da questão. Ademais, segundo o pensador Clement Attlee: “a democracia não é apenas a lei da maioria, mas a lei da maioria respeitando o direito das minorias. Contudo, contrariando essa ideia, o Governo permite a expansão das indústrias agropecuárias para o interior do Brasil, assim como a instalação de aparatos tecnológico , mas negligencia o povo que vive nesses locais, tal como não leva em conta a importância da integridade ambiental em determinadas regiões.
Portanto, denota-se importância da questão política na permanência do problema. Dessa forma, afim de conte-lo, tomando como base o pensamento lockeano de que onde não há lei, não há liberdade, o Congresso Nacional deverá criar uma emenda constitucional que aumente a penalidade de casos de agressões ambientais e às minorias indígenas, assim como também passe a exigir estudos mais aprofundados a respeito da utilização dos recursos naturais de áreas demarcadas, com o fito de minimizar a usurpação dessas terras e a expulsão de seus povos. Outrossim, o filósofo Immanuel Kant afirmou que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Assim sendo, o MEC deverá instituir nas escolas palestras, ministradas por biólogos e agentes sociais, que discutam sobre a importância do respeito étnico e ambiental, objetivando promover o respeito entre os povos e evitar futuros problemas.