O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 20/09/2017
O cortiço de Aluísio de Azevedo retrata como o espaço massifica as pessoas e como exerce uma influência sobre sua forma de agir. É notório, que o índio brasileiro sofreu uma aculturação devido a presença dos estrangeiros e que com eles trouxeram extermínio aos povos indígenas, doenças, conflitos armados e o processo de escravização. Contudo, hoje ele luta por seus direitos de igualdade e por aquilo que é dele por direito.
Apesar de reconhecido oficialmente, o direito de cidadania e respeito aos seus costumes, tradições, identidade e também campanhas para acabar com o preconceito do tal, é comum observar, casos ao índio, mesmo que exista o princípio da isonomia na qual todos devem ser tratados iguais, ademais, por possuírem fenótipos diferentes, muitos usam da inferioridade do outro para usar palavras de maldizer a eles e excluí-los socialmente.
Inegavelmente, o índio vem tomando seu espaço. Assim como foi criada a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) a qual tem como missão proteger e promover o direito dos povos indígenas e como resultado, o tal não tem acontecido por existirem falhas na lei e o Estado ser ineficiente com elas. Além disso a demarcação de terras beneficia a sociedade sendo ela pluriétnica e multicultural.
Por consequência, os indígenas vem sendo ameaçados por: projetos agropecuários, garimpos, usinas hidrelétricas e exploração. Ademais, assim como dizia Kátia Abreu, para que alguns vivam, outros têm que morrer, e é notório a morte de muitos por defenderem terras que são deles por direito. Como resultado mais de 100 indígenas mortos por ano no Brasil. Ademais a proteção ao patrimônio histórico e cultural brasileiro é dever da União e das Unidades Federada. Como também, as terras indígenas são áreas fundamentais para a reprodução física e cultural dos povos indígenas enriquecendo assim o patrimônio cultural brasileiro.
Destarte, é necessário, que assim como foi imposto o índio em nossa sociedade, que ele possa ter leis que os favoreçam. É indescritível que sejam criadas delegacias especializadas para atender os índios, a fim de atenuar a prática de homicídios e punição para aqueles que não cumprem o princípio da isonomia. Também, que as escolas voltem o ensino de Ética e moral para com os seus alunos, a partir do princípio de respeitar o próximo e aceitar as diferenças. Além do mais, que a FUNAI possa acelerar o processo de identificação dos territórios indígenas, com o fim de garantir acesso aos direitos previstos por lei. Logo, como disse Sidney Possuello, um dos mais importantes indigenistas brasileiro, o índio isolado era mais feliz.