O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 19/09/2017
O cortiço de Aluísio de Azevedo retrata como o espaço massifica as pessoas e como exerce uma influência sobre sua forma de agir. Convém observar que o índio brasileiro, aliás nome dado pelos Europeus, sofreu uma aculturação, devido à presença e domínio dos estrangeiros sobre eles que resultou no extermínio de muitos povos indígenas no Brasil em decorrência de conflitos armados, doenças trazidas pelos europeus e pelo processo de escravização.
Indubitavelmente é preciso considerar que o índio foi imposto em nossa sociedade, assim como disse Sidney Possuello, um dos mais importantes indigenistas brasileiro, o índio isolado era mais feliz. Inegavelmente, foi mudada a forma em que o tal vivia, assim, sendo obrigado a trabalharem como escravos, a aprender o idioma e a religião que os colonizadores propunham sobre eles.
Em 1988 foi promulgado uma Constituição na qual foi estabelecido o direito de terras nas quais eles já ocupavam e foi reconhecido oficialmente o direito de cidadania e respeito aos seus costumes, crenças, línguas, tradições e identidade. Consequentemente, as leis foram criadas no intuito de manter a ordem e organizar a sociedade, porém com a ineficiência do Estado a lei não consegue os favorecer, tornando-os mais fracos embora, esteja previsto na Constituição o princípio da isonomia, no qual todos devem ser tratados igualmente.
Aos poucos o índio vem tomando seu espaço, com suas leis e seus direitos, e em 1967 foi criada a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) sua missão é a proteger e promover os direitos do povo indígena porém, estão sendo ameaçados por: projetos agropecuários, garimpos, usinas hidrelétricas e exploração. Ademais, assim como dizia Kátia Abreu, para que alguns vivam, outros têm que morrer, e é notório a morte de muitos por defenderem terras que são deles por direito.
Destarte, é necessário que assim como foi imposto o índio em nossa sociedade que ele possa ter leis que o favorecem. É imprescindível que sejam criadas delegacias especializadas para atender os índios e que suas leis sejam mais rígidas e que as tais sejam cumpridas, a fim de atenuar a prática de homicídios. Também que as escolas voltem o ensino de “ética e moral” para com os seus alunos, assim, o preconceito imposto da sociedade e diminuição do índio seja extinguida. Além do mais, que a FUNAI possa acelerar o processo de identificação dos territórios indígenas, demarcação e contínua inspeção de terras, e só assim garantir o acesso aos direitos sociais do tal previsto por lei.