O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 22/09/2017
O livro “Iracema” de José de Alencar, publicado na época do Romantismo, mostrava o índio como um herói nacional, visto que, essa escala literária visava ao enaltecimento das terras brasileiras. Hoje, no entanto, o índio de maneira geral não é visto como herói é ainda menos que um cidadão. Não obstante, é notório que os conflitos ocasionados em voga por demarcação de terra ressoam a pequinês dos investimentos em politicas que amparem os nativos. Faz-se necessário a discursão e implementação de medidas que resolvam o impasse.
Ao principiar tal visão, é valido ressaltar que o direito indígena a terra, garantido pela Constituição de 1988, é uma concessão originária, anterior à criação do próprio Estado. Contudo, está sobre ameaças. Em bojo, os interesses capitalistas – avanços do agronegócio, exploração de mineração – impulsionam invasões em áreas de restrição. Isso imposto, o povo indígena passa a ser alvo de sistemáticos e violentos ataques provocados pela bancada ruralista. Nota- se a quebra de incisos constitucionais já conquistados que visam à proteção dos mesmos. De fato, um retrocesso social.
Essa escassez de postura advém, sobretudo, da ausência de concepções e de uma formação por parte do Estado e dos entes competentes, que em muitos casos se afugentam. Somado a isso, não há, de fato, um reconhecimento da cidadania em consonância ao fator histórico de que os índios foram os primeiros ocupantes do Brasil, como se deu no Mato Grosso com disputas violentas entre as tribos guarani e kaiowá e proprietários rurais. Logo, o governo deve investir, a principio, em projetos administrativos demarcatório.
Depreende-se, portanto, a necessidade de maiores investimentos em politicas de proteção aos nativos. Para tal, a Funai juntamente com o Ministério da Agricultura deverão desenvolver soluções de acordos que beneficiem tantos os proprietários rurais quanto os índios, visando a diminuição de conflitos ente os mesmos. Em consonância, a escola com seu papel transformador deve criar projetos que visem a maior valorização da cidadania ao povo e a cultura indígena com discentes e a comunidade através de palestras, juntamente com a sinestesia midiática e seu tom panfletário. Assim, como disse Drummond, “vamos de mãos dadas” por fim a essa mazela social.