O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 18/09/2017

Dos colonizadores portugueses à ditadura militar, as barreiras contra a manifestação da cultura indígena foram inúmeras. Atualmente, a medida que a tecnologia e as grandes metrópoles crescem, aparece uma nova barreira, a mentalidade capitalista. Assim, cresce adjunto a necessidade de demarcar o território, que atualmente é lenta, permitindo seus hábitos culturais e diminuindo as lutas por terra.

Em referencia à questão indígena, é essencial pontuar a importância da terra para a manifestação da cultura. Os hábitos indígenas sempre estiveram intimamente ligados ao contato com a natureza, uma vez que, a saúde e educação, por exemplo, são práticas que dependem da natureza para serem exercidas. Desta forma, é necessário que a bancada ruralista e o governo como um todo tenham a percepção de que diferente de nós, na sociedade indígena, saúde e educação estão intimamente associados à questão das terras.

Não obstante, a demarcação pode amenizar as disputas de terra entre colonos e indígenas. O executivo vem falhando à anos em algumas regiões, como o Mato Grosso do Sul. Se por um lado os nativos vivem em determinadas áreas por séculos, por outro os ruralistas adquiriram posse legal. De fato, é necessário definir legalmente, de forma transparente, as áreas que serão mantidas para usufruto dos nativos. Assim, pode-se evitar que o genocídio indígena, relatado na Carta de Pero Vaz de Caminha, se repita novamente em uma disputa por terras.

A demarcação de terras, portanto, deve ser realizada com rapidez, junto com outras medidas que garantirão o exercício cultural indígena. A criação de leis que protejam os indígenas é de suma importância, de forma que garanta a posse da terra por parte das comunidades. A participação da polícia federal ativamente nas áreas onde há comunidades indígenas é essencial, evitando exploração trabalhista e o genocídio por disputa de terras. É papel das ONGs promoverem, bem como daqueles que tiveram contato com esses povos, intermediar possíveis visitas de interessados às comunidades. Doar para o Greenpeace, por exemplo, é uma forma da população contribuir indiretamente. Por fim, é papel do MEC garantir que a cultura dos referidos povos seja trabalhada nas escolas brasileiras.