O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 10/09/2017

A exploração de recursos minerais em terras protegidas por lei, em virtude de haver povos indígenas alocados, faz com que estes não somente percam área territorial, mas percam também a sua identidade enquanto cidadãos. O Brasil, por sua vez, além de sofrer uma enorme perda cultural ao deixar de valorizar parte viva de sua história, perde também quilômetros de seu maior tesouro; quilômetros de florestas.

Infelizmente, os índios são vistos como um pequeno empecilho para os grandes chefes desse descomedimento ambiental, que procuram cada vez mais, gerar altos percentuais de lucro em cima da fartura de recursos que nosso país dispõe. Isso afeta negativamente o índio brasileiro, tanto em relação à perda do seu meio, do qual é obrigado a se retirar para que a exploração possa se alojar, quanto em relação a ter de avançar cada vez mais para a cidade, e, assim, se adaptar a outras realidades. Sabe-se que ainda restam poucos índios que permanecem com sua cultura intacta, e por isso, é importante que não os deixemos se fundir com a nossa sociedade atual, pois é necessário manter o que resta da origem de nossas terras e de nosso povo.

Nossas florestas, hoje, justamente devido aos índios terem seu território, e o mesmo ter proteção do governo, não perderam tanto em área quanto teriam perdido caso não houvessem mais índios em território brasileiro. Porém, ultimamente as tribos indígenas tem perdido seu valor frente aos aglomerados de empresas interessadas em extrair minérios, por exemplo. Como os índios dependem da natureza, eles não veem motivo para agredi-la, por isso, a ocupação deles não traz impacto ao ambiente em que estão. Ao contrário da exploração, que além de desmatar, faz com que o meio sofra com a contaminação de alguns elementos nocivos que são liberados durante a ação e permanecem a longo prazo.

Para evitar maiores danos às tribos e também à própria natureza, é simples: deve haver uma fiscalização severa sobre as áreas protegidas. Isto só será possível, quando todos os responsáveis legais pela exploração e pela garantia dos direitos desses povos, se juntarem para discutir uma forma de manter os direitos e de lucrar, mas tudo isso, de forma consciente e equilibrada. É importante sabermos que, a luta, não deve ser somente da mesma parcela de cidadãos que sofrem por tudo o que já fora citado, mas sim de todos nós, pois também é responsabilidade nossa manter e dar voz à nossa história.