O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 07/09/2017
Reconhecer, valorizar e preservar
Ao decorrer do século XX, os índios, cada vez mais, tiveram a sua cidadania ampliada. No entanto, é visível a negligência, principalmente no âmbito governamental, para com esses povos no século atual. Diante desse cenário preocupante, é imperativo propor caminhos que não só busquem efetivar a questão da demarcação das terras indígenas, mas também ficalizar os locais já demarcados e a principal instituição que cuida desses povos.
A demarcação das terras dos índios é fundamental para a conservação da cultura indígena e do meio ambiente. Prova disso é que as terras indígenas são onze vezes menos propensas ao desmatamento em relação às terras não indígenas. Além disso, o solo é intrínseco à cultura indígena, pois, é nela que os índios conseguem sobreviver dignamente através da agricultura, da moradia e dos rituais. Afinal, sem tal terra o índio não tem para onde ir e acaba em lugares muito precários, sendo uma situação alarmante.
A Fundação Nacional do Índio, a FUNAI, é o principal órgão dos indígenas, entretanto, há inúmeros conflitos internos na mesma, o que realmente é inquietante. A falta de fiscalização sobre a FUNAI e sobre as erras já demarcadas resulta em frequentes invasões das terras indígenas pelo “homem branco”, além do sucateamento dessa instituição. Com isso, há um incrível atraso nas demarcações e, inclusive, uma ameaça sobre as demarcações já realizadas. Isso é uma tragédia para os avanços conquistados durante décadas.
Demarcar as terras indígenas e fiscalizar tanto a FUNAI quanto as terras já demarcadas são, portanto, os desafios dos índios brasileiros no século XXI. Para tanto, faz-se necessário o aperfeiçoamento dos mecanismos da Fundação Nacional do Índio e a sua consequente fiscalização pelo Governo Federal para garantir a aceleração das demarcações e impedir conflitos internos. Ademais, é importante uma força tarefa da Polícia Federal a fim de coibir invasões nas terras já demarcadas, fiscalizando e punindo com rigor. Só assim, será possível construir uma nação que reconheça, valorize e preserve a cultura indígena.