O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 07/09/2017
O Brasil é um país historicamente miscigenado, uma vez que sua mistura de povos e culturas moldaram a nação atual. No entanto, o descaso com as etnias nativo-brasileiras apresentam um quadro de mais de 500 anos de genocídio e violência. Essa problemática pressupõe uma análise histórica e social.
No primeiro documento oficial brasileiro, a carta de Pero Vaz de Caminha expressa superioridade dos europeus em relação a cultura indígena, além da necessidade de educa-los conforme seus preceitos e valores. Desde então, esse olhar eurocêntrico, carregado de preconceitos, diante dos índios, é uma herança que há séculos convive com a população, induzindo à naturalidade de seus atos, como invadir suas terras ou zombar de seus costumes, seja por motivos capitalistas, seja por considera-los arcaicos e inferiores.
Dessa forma, a situação do índio no Brasil tem tornado-se apática diante da sociedade e do Estado. Não é comum mostrar a violência contra etnias indígenas na mídia, ou gerar uma mobilização nas redes sociais que se sensibilizem com culturas e línguas prestes a se extinguirem. Ademais, organizações que protejam e fiscalizam áreas demarcadas, além de oferecer políticas assistencialistas como a FUNAI, estão perdendo forças sem recursos humanos e financeiros proporcionados pelo Governo, intensificando conflitos por terras.
É necessário, portanto, preservar a cultura indígena, utilizando-se das redes sociais, visando mobilizar um grande público, de forma que façam abaixo-assinados e chamem a atenção do Estado contra a violência ao índio. Além disso, o Estado não deve desamparar projetos destinados a proteção do indígena. Tomando tais medidas, a população, que é parte da história e cultura brasileira, não estará presente apenas nos livros, mas viva e presente na sociedade atual.