O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 31/08/2017

A célebre ‘’Carta de Pero Vaz de Caminha’’ relatava a presença de um povo, que sob olhares europeus, precisava ser civilizado: o índio. Em pleno século XXl, essa visão permanece, configurando o preconceito ainda existente. Desse modo, é de suma importância analisar seus efeitos nocivos para resolver essa problemática.

É necessário encarar que muitos dos brasileiros ainda mantêm essa visão dos europeus do século XVl, quando subjugam a cultura indígena como sendo inferior. À prova disso é generalizar a cultura indígena como sendo única, não respeitando os diferentes hábitos, costumes, rituais e tradições que compõem as diversas tribos espalhadas, sobretudo, no norte do Brasil. É de extrema importância que os cidadãos passem a obter melhores conhecimentos sobre essas populações, uma vez que todos são pertencentes da mesma nação.

Além disso, os índios vêm sofrendo grande dificuldade na demarcação de suas terras, já que a Bancada Ruralista vem as tomando para alocar sua atividade comercial, principalmente da expansão do agronegócio, em especial da monocultura da soja. Segundo a Constituição de 1988, o direito à terra é inalienável e imprescritível. Porém, o que é visto no contexto atual são as populações indígenas sendo dizimadas.

Parafraseando Confúcio, ‘’Não corrigir nossos erros é o mesmo que cometer nossas falhas.’’ Assim sendo, é importante que a FUNAI, junto à Ordem dos Advogados do Brasil formulem leis mais severas às grandes empresas e aos grandes proprietários que insistirem em não respeitar as terras demarcadas aos indígenas. É interessante também, que O Ministério da Comunicação em parceria com a mídia promova campanhas lúdicas em praças públicas e em escolas para que as pessoas de todas as idades possam compreender as diferenças culturais existentes. Por fim, o Ministério da Educação deve por em seu currículo escolar uma matéria de diversidade cultural. Dessa forma, o progresso é adiantado e os limites encurtados.