O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/08/2017
274 línguas e 305 etnias. A diversidade do índio brasileiro é inegável, mesmo após o etnocídio iniciado no século XVI. Hoje, século XXI, esse povo ainda sofre ataques diversos, os quais têm se tornado comum cada vez mais. Nesse contexto, observa-se que o reconhecimento cultural e a preservação ambiental de terras indígenas são os principais problemas no Brasil no que tange ao índio contemporâneo, uma vez que esses são constantemente violentados por esteriótipos e pela não garantia de direitos. Nesse sentido, é preciso que os mais variados setores da sociedade ajam, a fim de combater essa problemática.
A princípio, percebe-se que o brasileiro, em geral, pouco conhece o indígena do seu país. É comum o estranhamento, por parte do primeiro, quando uma pessoa com trajes e objetos ocidentais e morador urbano afirma ser indígena. Tal circunstância deve-se à pouca importância que as escolas dão à história, aos costumes e à atuação desses indivíduos, ensinando menos que o básico. Isso resulta em uma sociedade, na maioria dos casos, com uma visão, extremamente, estereotipada, a qual imagina que esses povos são selvagens “com as vergonhas de fora”, conforme Pero Vaz de Caminha relatou sob uma óptica europeia. Dessa maneira, nota-se que o cidadão do Brasil desconhece a cultura daqueles que estavam em seu território, e dos seus descendentes, antes da invasão do “velho mundo”.
Outrossim, a extração ilegal de recursos minerais e de madeira em terras indígenas e as tentativas de desapropriação dessas áreas são ações, praticamente, cotidianas. De acordo com a Polícia Federal, em 2013 e 2014, a extração ilegal de ouro em uma determinada terra indígena movimentou cerca de 1 bilhão de reais. Projetos de emendas constitucionais e de leis desenvolvidas e apoiadas pela “bancada ruralista” como a PEC 215/2000 são provas das tentativas de ferir os direitos do índio à terra, já que, retirando do Poder Executivo a exclusividade de demarcar terras, estas ficam expostas aos interesses do agronegócio que são defendidos pela bancada supracitada. Com isso, fica evidente que os direitos dos artigos 231 e 232 da Constituição Federal são feridos comumente.
Com o fito de combater essas questões, portanto, é essencial que as Instituições Educacionais, em parceria com a mídia, reconheçam a devida importância do indígena do Brasil por meio de uma matéria exclusiva no currículo escolar que discuta esse assunto, projetos educacionais, campanhas publicitárias conscientizadoras, novelas e cartilhas. Ademais, é mister que a Polícia Federal aumente a fiscalização daquelas áreas, designando e contratando mais policiais para essa ação e, também, que o Poder Legislativo resguarde os interesses dos povos nativos, reprovando projetos como a PEC 215/2000 e criando mais leis que os proteja.