O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/08/2017
Segundo à Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948, artigos 3 e 17, toda pessoa tem direito à vida, à segurança pessoal e à propriedade. Entretanto, esses direitos estão sendo negligenciados aos índios brasileiros, os quais estão sofrendo ataques morais e físicos. Com isso, é importante discutir a demarcação de áreas indígenas e a influência do capitalismo nessas áreas.
A demarcação de reservas indígenas são muito importantes para a resistência cultural desse povo, pois elas estabelecem os territórios reservados para a vivência dos mesmos. Porém o interesse de homens e empresas nessas terras é grande, o que estabelece um conflito entre ambos, em que o ameríndio apresenta desvantagens. Como exemplo, temos o ataque de homens armados aos índios da etnia Gamela, no Maranhão, em que 13 índios foram feridos. Portanto, diante esse fato, é imprescindível que as reservas indígenas sejam delimitadas e sua segurança garantida.
Ademais, o ideal capitalista é responsável pelos ataques e pelas negligências nas demarcações. O Governo está repleto de políticos que ignoram os direitos humanos e deixam o capitalismo influenciar suas decisões. Para tanto, temos a Proposta de Emenda Constitucional 215, de 2015, que proíbe a ampliação de terras indígenas já demarcadas e prevê indenização aos fazendeiros/empresários devido às possíveis diminuições de terras desses. Portanto, o desejo capitalista de empresas e fazendeiros é privilegiado pelo Estado e o acesso aos direitos negligenciados.
À luz do exposto, o índio continua, desde a colonização, marginalizado pelo Governo. Como meios de resolver esse impasse, temos: a promoção de um espaço maior para a Fundação Nacional do Índio agir junto ao Estado com o intuito de agilizar as demarcações das reservas e ações da mídia, com o objetivo de informar a importância dessa minoria para população, visto que são elementos importantes da história brasileira e possuem direitos equivalentes a toda a população.