O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 28/08/2017
O processo de colonização do território brasileiro foi marcado pelo etnocentrismo europeu. Quando os portugueses “acharam” o país, encontraram os indígenas como população autóctone e várias imposições e desconstruções foram feitas no imaginário e na vida desse povo. Passaram-se mais de quinhentos anos e até os dias atuais os verdadeiros “donos da terra” ainda são vítimas de injustiças e violências por parte da sociedade e da política nacional.
De acordo com Emile Durkhein, o corpo social tal como o corpo biológico precisa de equilíbrio para que mazelas não sejam instaladas. Assim o sistema político deveria agir de encontro à esse equilíbrio. Todavia, o governo acaba de liberar para extração mineral a Reserva do Cobre - área ambientalmente protegida e com reservas indígenas, cuja extensão equivale ao estado do Espírito Santo - comprovando o descaso e desrespeito aos povos nativos.
Nesse contexto, existe a burocratização política para demarcação de terras indigenistas, favorecendo a ação de garimpeiros, madeireiros, pescadores e empresas em seus territórios. Isso gera o aumento dos conflitos e o número de mortes.
Portanto, ações que visem o respeito aos indígenas devem ser adotadas. Assim, cabe à Funai (Fundação nacional do índio) agir junto ao Ministério da Justiça para acelerar o processo de legalização das terras, a fim de proteger o território e a natureza. Já a Receita Federal deve destinar mais verbas para estados e municípios com o objetivo de melhorar as estradas, escolas, saúde e alimentação nas tribos. Dessa forma, a “Pátria amada” viverá em equilíbrio por muitos anos com seus “filhos” gentis.