O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 23/08/2017
Resgate à Primeira Geração Romântica
Pataxó. Xavante. Cariri. Esses são apenas alguns exemplos de denominações de povos ricos em diversidades e cultura que ao longo da historia contribuíram para a formação da atual identidade da sociedade brasileira. Entretanto, a participação indígena em nosso conhecimento identitario é por muitos, negligenciada. Diante disso, é importante abordar as questões do interesse econômico em terras indígenas e a falta de contato do restante dos brasileiros com esses grupos como agravante da expoliação de seus direitos fundamentais.
Primeiramente, cabe dizer que a busca por lucro, fruto do modelo capitalista vigente, sobrepõe-se a necessidade de garantia dos direitos de povos aborígenes. Essa tendência pode ser observada em projetos como a PEC 215 e o PLP 227 que visam transferir o poder de demarcação de terras indígenas do Executivo para o Legislativo, sob alegação de ameaça a expansão do agronegócio, mediante a forma como as terras são selecionadas e, determina exceções para o uso exclusivo de áreas demarcadas pelos nativos, respectivamente. Dessa maneira há um enorme prejuízo ao estilo de vida, na forma de obtenção de sustento por meio da terra, desses grupos, acentuando as dificuldades na preservação de seus costumes.
Ademais, além do desinteresse do primeiro setor social em promover uma aproximação com os índios, essa também é uma realidades nas escolas brasileiras. Segundo o IBGE, existem 305 povos autóctones e que falam mais de 270 línguas em território nacional. Contudo, devida à uma forma de ensino anacrônica, na qual a aprovação no vestibular é o principal objetivo, é comum os alunos terminarem o ensino médio sem conhecer ao menos duas tribos diferentes. Assim, mediante a falta de contato e conhecimento sobre esses povos, a sociedade brasileira continua carente de empatia acerca de projetos como a PEC 215 e o PLP 227.
Evidencia-se, portanto, que a minimização de heranças e conhecimento indígena devem ser combatidos. Para isso, é necessário a participação cada vez mais freqüente de figuras públicas em redes sociais ou pelas ruas, apresentando à população a existência de projetos expoliativos dos direitos dos nativos e incentivando uma maior mibilização e cobrança de soluções a seus governantes. Alem disso, o governo deveria comandar a construção de um centro publico aberto à visitação gratuita valorizando a cultura e costumes dos indígenas. Conjuntamente ao governo, as escolas podem organizar palestras mensais, nas quais em cada mês etsaria em foco uma tribo diferente. Dessa forma, será possível reviver os valores indianistas do romantismo.