O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 23/08/2017

Por volta de 1500, o primeiro navio português atracou na costa marítima brasileira. Deu-se início ali a conturbada relação entre índios e portugueses. Há meio milênio atrás, os nativos foram escravizados e submetidos à catequese. Hoje, mesmo com imposição governamental, seus direitos não são respeitados e a dívida histórica permanece com um grande dividendo.

A chegada portuguesa em território brasileiro acarretou perdas imensuráveis aos nativos. Além de terras, a cultura fora comprometida e quase dizimada. A exploração ao longo dos séculos modificou-se, porém, ainda há a perceptiva noção de que os índios foram sempre subjugados. De tal forma que, mesmo hoje, quando já não mais forçados ao trabalho braçal, têm o limite de seus territórios deturpados. Ora quando não invade a fronteira agrícola, a mineral se mostra presente.

Isto mostra que, mesmo com as tentativas do governo em se pagar a dívida histórica, o desrespeito prevalece. E, este não parte apenas de latifundiários interessados nas terras indígenas, mas também da população incapaz de reconhecer a luta dos índios. Mesmo que durante o movimento literário romântico brasileiro tenha se exaltado o bom selvagem. Mesmo que no século passado tenha se criado a Fundação do Índio (FUNAI) para, além de proteger, divulgar sua cultura para os demais brasileiros. Mesmo com esforços, a figura do indígena não é legitimada.

Portanto, o trabalho governamental mesmo que existente, não é eficiente, uma vez que os índios são subjugados. É preciso uma integração efetiva, sem que haja qualquer desapropriação (cultural, territorial). Ou seja, os descendentes dos nativos brasileiros devem permanecer seguros em seus territórios e, com o reconhecimento e apoio do restante da população.