O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 17/08/2017
É possível afirmar que a questão dos índios no Brasil atual é bastante marginalizada diante das discussões na sociedade. Raramente notícias sobre estes atingem a mídia, enquanto a luta pela sobrevivência e busca pelo respeito são diárias. A Carta de Pero Vaz de Caminha falava de como as terras encontradas eram lindas e férteis e de como precisavam ser exploradas, além de um povo que necessitava ser civilizado pelos colonizadores. Essa posição se mantém e acabou por gerar uma depreciação pelas tradições e contribuições dos índios como a concentração fundiárias de suas terras.
Primeiramente, é essencial evidenciar que há uma desvalorização histórica da cultura indígena. O processo colonizador opressor e genocida subjugava os nativos como obsoletos, primitivistas e selvagens, além de sobrepor os hábitos e costumes europeus a eles e colocá-los como personagens de segundo plano, escravizando-os. Esse sistema se perpetua no século XXI na medida, que classificamos nossa língua como a oficial e a deles como dialetos, ou nossa cultura como rica e civilizada enquanto a deles é considerada folclore por muitos.
A questão cultural não é, contudo, o único problema. Além de tudo, os índios brasileiros ainda têm que lutar pela posse de terras. Isso porque a bancada ruralista do nosso país vem tomando as terras indígenas para alocar a atividade comercial da agricultura e pecuária. O efeito disso é a dizimação de tribos pelo impedimento das tentativas de organizações não- governamentais de assegurarem a existência e manutenção dessa população, obrigando-a a migrar e trabalhar em grandes fazendas para sobreviver, como foi o caso da tribo guarani-kaiowá.
Portanto, essa é uma situação que não podemos mais sustentar. É necessário que o governo detenha o avanço da agropecuária nestes terrenos não apenas por meio do processo mais ativo e eficiente de homologação de terras, como também pela rígida fiscalização e pelo monitoramento dos limites delas. Ademais, é importante a introdução da cultura dos índios na base educacional com seu caráter real e de forma descritiva para que os indivíduos possam se sentir pertencentes e integrados a esse povo que tanto foi e é marginalizado.