O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 26/08/2017
A tão lembrada Carta de Pero Vaz de Caminha, o escrivão mais famoso da história do Brasil, contava sobre a presença de um povo que, sob os olhares europeus de soberania, precisava ser dizimado: o índio. Atualmente, percebe-se a persistência desse olhar dominador e de superioridade na sociedade, já que o restante do povo brasileiro em nada contribuiu para que os atos de genocídios e dominação fossem revertidos. Dessa forma, a comunidade indígena despido de voz e de terra, desde os anos de 1500, continuam sendo isolados da cultura brasileira.
Diante disso, segundo dados do IBGE, apenas 0,45% da população brasileira são indígenas devido à mentalidade capitalista, oriunda da revolução industrial, apresentar-se ativamente na coletividade da nação. Em consequência disso, o avanço do agronegócio, da mineração e das construções de usinas hidrelétricas em terras indígenas tem proporcionado danos à cultura primordial brasileira e ao meio ambiente, ocasionados pela desocupação, humana e natural, das áreas onde serão realizadas as atividades.
Nessa perspectiva, vale salientar que essa comunidade possui um órgão responsável pela preservação e proteção de suas tribos. Entretanto, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) enfrenta a diminuição dos recursos financeiros governamentais em 2017. Esse fato, tem demonstrado a despreocupação dos governantes para com a cultura brasileira e, ainda, contribui para o avanço das elites sobre terras indígenas. Ademais, as dominações ocorrem de forma brutal por meio de homicídios, estupros e atrocidades contra a frágil comunidade indígena. Estes grupos, então, visando a sobrevivência, passam a realizar trabalhos escravos nos latifúndios ruralistas em pleno século XXI e após o decreto da lei Áurea de 1888.
Nesse sentido, há necessidade de os indígenas reivindicarem apoio do governo quanto à liberação de verbas para FUNAI para que,assim, ocorra o impedimento do avanço das atividades capitalistas sobre as terras indígenas. Faz-se necessário, também, a união entre as organizações não governamentais (ONG’S) e a mídia para a realização de campanhas que visem a conscientização da população sobre a importância da preservação da cultura indígena, que denunciem os atos violentos existente no processo de dominação e que incentivem o voto consciente na sociedade. Por fim, o ministério da educação deve alterar a grade curricular dos estudantes do ensino fundamental e médio, acrescentando uma disciplina que aborde as questões sobre a formação da cultura brasileira, enaltecendo a cultura do índio.