O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 15/08/2017
O Indianismo Romântico pode ser tratado como uma forma de retaliação ao índio brasileiro. Visto que, no processo de colonização da América Portuguesa, ocorrido no século XV, esse sofreu aculturação forçada e, além disso, perdeu seu território. Hodiernamente, apesar de algumas conquistas, os povos indígenas ainda sofrem com isso.
Convém salientar, primeiramente, que, mesmo depois de séculos, o desrespeito à cultura indígena está enraizado na sociedade brasileira. Isso porque, a formação social da “Nação de Ordem e Progresso” é marcada pelo progressismo eurocêntrico. Nesse contexto, o indígena era tratado como inferior, sem cultura. No entanto, de fato, possui enorme diversidade étnica, existindo, no Brasil, mais de 300 etnias. Ainda assim, é visto como inferior no país, sofrendo, inclusive, violência. Como exemplo disso, é importante ressaltar que, em 2015, 54 índios foram assassinados.
Não obstante, como em grande parte das relações atuais, o interesse econômico predomina. Nesse sentido, os povos indígenas sofrem com a falta de demarcação de suas terras, sendo “invadidas”, frequentemente, por grandes latifundiários em busca do plantio da soja, principalmente na Amazônia Legal, além da busca, pelas grandes elites, de áreas para a mineração.
Torna-se evidente, portanto, que é necessário buscar formas de mudar a realidade indígena. Nesse âmbito, é importante que, inicialmente, o Governo Federal, em parceria com a Funai, demarque, efetivamente, as terras indígenas. Além disso, é de incumbência do poder público, criar leis e efetivar as já existentes no que tange à proteção das reservas indígenas. Garantindo assim, o direito à terra ao índio. Além disso, é papel da mídia investir em propagandas televisivas e outdoors para promover a valorização da cultura indígena e mudar o pensamento regressista da sociedade. Dessa forma, a valorização cultural indígena poderá, efetivamente, sair do plano romântico ufanista e tornar-se realidade.