O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 05/08/2017

Durante o século XVI, a Europa encontrou seu caminho para um novo mundo. A América foi descoberta, e isso gerou a expectativa de  um futuro glorioso. No entanto, a euforia dos europeus contrastou-se com a triste realidade que os povos nativos iriam enfrentar séculos depois - a supressão de seus direitos e o desrespeito gerado pela falta de conhecimento.

Montaigne, filósofo francês, questionou o fato dos índios serem qualificados como selvagens enquanto a Inquisição cometia bárbaras imoralidades. Certamente, o etnocentrismo de muitos permitiu a desolação dos ameríndios. Isso se comprova quando se observa, no Brasil, o descomprometimento do Estado no que diz respeito ao direito à terra, à memória e à cultura desse povo. Exemplos dessa omissão são a venda de terras indígenas para o crescimento do agronegócio e o deslocamento de populações ribeirinhas para a construção de hidrelétricas. Soma-se a isso o desconhecimento cultural da sociedade, o que dificulta o surgimento de uma pressão ativista.

É preciso destacar que a falta de acesso à história do índio gera um sentimento geral de despreocupação quanto à sua situação. Da mesma forma, a mentalidade herdada do darwinismo social, que inferioriza sua humanidade, é clara quando se analisa o foco europeu dado ao ensino no país. Nesse sentido, a negligência da população acaba sendo justificada pela ausência de conhecimento.

Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para resolução desse cenário. Para isso, a FUNAI precisa destinar mais agentes e ser mais eficiente quanto à fiscalização das terras demarcadas, além do Governo Federal aumentar o número dessas demarcações. No mais, o Ministério da Educação deve acrescentar ao currículo escolar uma carga horária maior para o ensino histórico-cultural dessa classe. Assim, os brasileiros poderão lutar pelos direitos daqueles que primeiro habitaram nessa terra.