O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/09/2020

No ano de 1500, na nação, houve o primeiro contato entre portugueses e indígenas, os quais foram distinguidos como selvagens e ingênuos devido a sua forma de viver e os conhecimentos distintos que os europeus possuíam. Em decorrência disso, a exclusão dos nativos brasileiros, como pertencentes da sociedade, fez com que não tivessem seus direitos garantidos, algo permanente nos dias atuais. Não só o preconceito da população, mas também a violência que os mesmos sofrem, contribuem para que grande dos indígenas não tenham uma vida digna e próspera. Nessa lógica, torna-se necessário o caminho inverso que trilhamos um dia e repensarmos nossa posição de soberania.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o preconceito enraizado da sociedade contribui para o crescimento do estereótipo indígena, um indivíduo preguiçoso e selvagem. No livro “Iracema”, de José de Alencar, é narrada a história do encontro conflituoso entre indígenas e europeus no território recém descoberto, futuramente chamado de Brasil. Fora da obra, é perceptível que mesmo após séculos terem se passado, o índio ainda é visto como inferior na sociedade. Prova disso é a construção do Museu do Folclore na cidade de São José dos Campos. Mesmo a população indígena sendo pioneira na formação do território brasileiro, a população ainda classifica sua língua e cultura como absolutas e civilizada, enquanto a dos índios são vistas como dialetos e folclores, contribuindo diretamente para a inferiorização e inclusão dessa parcela de indivíduos.

Ademais, é válido salientar a violência sofrida pelos nativos como promotor do problema. A questão indígena só entrou em pauta a partir da Constituição Federal de 1988, que assegura em sua legislação os direitos dos índios, punindo qualquer tipo de violência, sendo ela moral ou física. Todavia, é notório a dificuldade do cumprimento dessas leis, visto que, segundo o Relatório Nacional do Conselho Indigenista Missionário, 135 indígenas foram assassinados em 2018- um aumento de 23% em relação ao ano anterior. Diante dos dados supracitados, é necessário maior intervenção do governo na defesa dos direitos indígenas.

Portando, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática no país. Dessarte, com o intuito de diminuir os casos de violência contra os aborígenes e promover uma vida digna aos mesmos, urge ao Poder Legislativo a promoção e fiscalização de novas leis que assegurem os direitos indígenas presentes na Constituição. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação por intermédio da mídia, a criação de palestras com o fito de conscientizar o povo brasileiro sobre a importância da cultura indígena no processo de formação do país, tendo como palestrantes nativos, a fim de difundir costumes daqueles que ocupavam a terra antes de nós formando assim, uma população homogênea e igualitária.