O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 27/08/2020
A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à terra. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que não existe uma política eficaz de demarcação agrária. Esse cenário nefasto ocorre não só em relação as terras, mas também em relação a desvalorização e inferiorização da cultura indígena. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais
Em primeira analise,o país contraria a sua constituição por não possuir uma política eficaz de demarcação agrária e nem garantir esse direito. Não obstante a nação brasileira foi pressionada por órgãos internacionais como a ONU para que cumpra o que está previsto nas leis. Tendo isso em vista, inúmeros povos são expulsos de suas propriedades ou mortos em decorrência da desenfreada expansão agrícola. Essa situação, logo, ratifica a situação precária e desigual dessa população quando se refere a terras e à necessidade de mudanças.
Além disso, a cultura desses habitantes está em segundo plano em detrimento dos costumes dos homens brancos e europeus, estes muito aderidos em nossa sociedade. Essa inferiorização está presente em diversos âmbitos, como no educacional já que nas escolas não é ensinada a história e as tradições indígenas, que, por sua vez, possui apenas a visão europeia. Nesse contexto, o meio social desenvolve a desvalorização da sabedoria deles e corrobora para a permanência de uma concepção de mundo colonial
Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de um projeto social nas escolas e universidades, deve criar exposições históricas e culturais, que façam eventos explicativos a respeito da contribuição significativa dos povos indígenas à formação da nação brasileira. Tais eventos devem ser abertos a toda população, para que apresentem para a sociedade a importância desse povo.