O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 30/06/2020
A Primeira Geração do Romantismo, no século XIX, foi marcada pela exaltação da figura do índio, a fim de construir um sentimento nacionalista no Brasil, tendo o índio como o herói nacional. Entretanto, é perceptível um retrocesso no que tange a questão do índio no Brasil contemporâneo, sendo evidente a marginalização desses povos e o constante desrespeito aos seus direitos. Neste sentido, faz-se necessário reforçar a importância dos indígenas como constituinte de nossa cultura.
A priori, pode-se mencionar o processo de colonização como a precursora da marginalização desses povos. Sendo assim, nota-se que a Chegada dos Portugueses, no século XVI, associado ao processo de catequização dos nativos, sobrepôs à cultura lusitana à indígena. De acordo com o sociólogo Max Weber, esse processo seria caracterizado como Ação Social com relação a valores. Logo, os colonos tinham o intuito de difundir sua cultura e civilizar esses povos, vistos como bárbaros pelos colonizadores. Essa ação acarretou no contínuo extermínio acerca da cultura indigenista.
Como consequência desse processo, conserva-se no Brasil contemporâneo, a subalternização dos nativos, implicando no desrespeito aos seus direitos. Para driblar tal situação, foi promulgado, em 1973, o Estatuto do Índio, que regula a situação desses povos e suas comunidades. Porém, tal medida não é obstante, visto que o agronegócio, objetivando aumentar seus lucros, vem expandido suas fronteiras agrícolas para dentro de regiões destinadas aos índios, o que resulta em conflitos violentos.
Dado o exposto, é nítido que há um impasse a ser resolvido. Portanto, urge que o Ministério da Educação, acrescente a Base Nacional Comum Curricular o ensino da história e cultura dos índios, a fim de reverter pré-conceitos no que se refere aos nativos, além de evidenciá-lo como parte da identidade cultural. Ademais, é imperioso que a FUNAI, em consonância com o Congresso Nacional, por meio de Lei Federal, aprimorem o Estatuto do Índio, com o intuito de fazer valer os direitos dos aborígenes. Somente assim, teremos a figura do índio como o herói nacional, assim como no Romantismo.