O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 26/02/2019
Relativizar para se respeitar
“Quem me dera ao menos uma vez, como a mais bela tribo dos mais belos índios não ser atacado por ser inocente”, os versos da banda nacional, Legião Urbana discorrem o modo como os indígenas foram tratados durante o processo de colonização, sem respeito com suas diferenças étnicas e com a vasta flora do Brasil, processo esse que ainda hoje é enfrentado pelos povos nativos devido a uma série de visões etnocêntricas que perpetuam-se na sociedade contemporânea.
É indubitável que o avanço do agronegócio cada vez mais ameaça a demarcação de terras, feita pela FUNAI. Juntamente com a bancada ruralista os fundiários defendem a ideia: “Demarcação, não. Sim, à produção”. Essa questão, de não considerar a preservação do território indígena importante, não é uma invenção da atualidade tendo em vista que desde a época da colonização, recursos naturais significantes para esses povos foram devastados sem nenhum escrúpulo, sendo que antes do “descobrimento” do Brasil, esses seres humanos humanos ocuparam o imenso território brasileiro sem desmatar sequer 1% das suas terras.
Outrossim, vale ressaltar que nunca foi dada a devida importância para a figura do índio e atualmente há um grande pensamento etnocêntrico enraizado na população brasileira que ainda considera povos indígenas como ignorantes e atrasados culturalmente. Todavia, todos esses anos esses povos habitam suas terras usando apenas o essencial para sua sobrevivência, sem precisar agredir o meio ambiente, contudo o homem moderno não compreende que não é necessário lucrar para se viver bem e toma como certo apenas o seu modo de vida.
Portanto, medidas são necessárias para se resolver o impasse. É preciso um trabalho em conjunto que envolva desde políticos, escolas até educadores que se passe a ter uma visão mais relativista sobre a cultura indígena e entenda-se a importância dessas etnias para a construção do nosso país, a mídia pode ajudar promovendo propagandas ou novelas que conscientizem as pessoas da problemática, pois como disse a filósofa Hellen Keller “o resultado mais sublime da educação, é a tolerância”. Por outro lado, também é preciso que haja um maior respeito e preservação com a demarcação de terras, o governo federal deve criar leis as quais deem prioridades a valorização da cultura desses povos ao invés de tratar como prioridade os interesses dos latifundiários.