O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 02/11/2018
No período do descobrimento, em 1500, três milhões de indígenas habitavam as terras brasileiras e em 1950, devido aos acontecimentos até tal data, haviam apenas setenta mil. Felizmente, o Censo de 2010 demonstrou um crescimento populacional, tendo agora 897 mil índios registrados. Porém, apesar do avanço com algumas conquistas, a situação dos povos indígenas não é o ideal, visto que há graves problemas com homologação de terras e aculturação.
Em uma primeira análise, sabe-se que 12% das terras brasileiras foram homologadas, ou seja, passadas para o domínio indígena. Porém, desde que Michel Temer assumiu a presidência, nenhum novo decreto foi assinado. Nisso, esse congelamento é apenas parte do problema das demarcações, tendo em vista a extrema burocracia do processo, o qual é até mesmo controlado pelo Presidente da República. Logo, apesar do direito registrado na Constituição Federal de 1988, não é possível plena efetivação, dado que os trâmites dificultam e atrasam o processo, o qual é ameaçado pelas vontades do poder presidencial.
Outrossim, as Missões Jesuítas, com objetivo em catequizar os índios, causou a aculturação indígena, isto é, a cultura desse povo foi covardemente desconstruída. Sendo assim, uma demonstração do pensamento Darwinismo Social, do século XIX, o qual compartilha a ideia da existência de culturas superiores, e os povos civilizados têm obrigação de levar a civilização aos outros povos. Portanto, é uma imposição preconceituosa de que os índios não seriam civilizados, tendo uma cultura inferior e, como resultando, causou-se uma mudança de mentalidade nessa sociedade.
Dessa forma, o Estado deve tornar o processo de demarcação de terras indígenas menos burocrático, deixando a responsabilidade não mais nas mãos do presidente, e passando o controle para órgãos que depositem a devida importância na questão, estudando os pedidos de maneira a respeitar seus direitos. Também, o Estado em conjunto da sociedade, deve tentar uma recuperação da cultura indígena, facilitando o estudo de suas heranças por toda a sociedade, com a criação de museus e projetos educacionais para, assim, serem valorizados, possibilitando os próprios indígenas se sentirem não ameaçados, mas acolhidos.