O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/11/2018

Segundo a filósofa brasileira Marilena Chauí, a democracia deve ser um sistema com direitos igualitários para todos, sem ações que prejudicam um grupo em prol do outro. Entretanto, nota-se a continuidade do descaso para com a questão indígena no país advinda desde a colonização até os dias atuais. Neste víes , deve-se analisar a realidade do índio no país, além dos desafios enfrentados pelos mesmos.

É indubitável que, o índio hordieno sofre com a represália da sociedade desde a chegada da família real, já que pelas inúmeras explorações sofridas sua população se reduziu em taxas alarmantes, de tal maneira que no limiar do século XIV a estimativa da sociedade indígena atingia em torno de 500 milhões de habitantes aferição que sofre grande queda, chegando ao patamar de 896,9 mil pessoas no território brasileiro. Logo, esta atitude se relaciona ao conceito de banalidade do mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt, de que quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada, assim o decréscimo destas taxas seriam ocasionados pela decorrência constante da exploração indígena e a falta de recursos para esta parcela da sociedade.

Acresce-se a isto, a falta de direitos para com os índios pela constituição outorgada em 1989. Desta maneira, Jurgen Habermas já divagava em suas obras que incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto ao outro, assim a frase do sociólogo revela que enquanto o governo não garantir iguais direitos para este povo, os mesmos continuaram a sofrer discriminações. Ademais, a falta de demarcação de territórios indígenas corrobora para a prática do preconceito contra estes cidadãos, além disto nestes locais há dificuldades no direito ao uso da terra, pois a exploração e o aproveitamento dos recursos hídricos só pode ser feita quando se há autorização do Estado brasileiro.

Urgem, portanto, a atualização dos direitos para com a situação indígena atual. Segundo o filósofo Aristóteles é apenas pela educação que a sociedade avançará, para isso é dever do Ministério da Educação- MEC - aumentar a carga horária das disciplinas de sociólogia e filosofia, matérias de suma importância na formação do senso crítico individual da pessoa, para que a mesma saiba respeitar as diferenças étnicas existentes na sociedade e conviver pacificamente. Outrossim. é dever do Governo Federal fazer a atualização das leis já existentes para com a população indígena, garantindo aos mesmos direitos mais concretos, por meio da divulgação dos mesmos em canais de comunicação e mídia e assim extinguir tal imbróglio no Brasil atual .