O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/11/2018

Os índios foram os primeiros habitantes do Brasil, tiravam da natureza tudo o que precisavam para sobreviver sendo ameaçados, agredidos e explorados pelos portugueses desde o descobrimento que ocorreu em 1500, todo esse contato com os brancos fez com que a cultura indígena fosse se perdendo com o tempo, com efeito, o poder público se mostra omisso as demarcações das terra, com isso, gerando conflitos violentos e desrespeitos aos direitos constitucionais dos índios.

É evidente que a Constituição Federal de 1988 nos seus artigos 231 e 232 consagra direitos de terra, competindo à união demarcá-las, protegê-las, assegurando as tradições, costumes, avanços importantes para criar normas que proteja os direitos originários indígenas. Por outro lado, o governo mudou as regras de demarcação das terras indígenas no ano de 2017, isto é, criou uma nova estrutura para acompanhar o processo de demarcação trabalho exercido pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI), criando mais dificuldades para conclusão das demarcações e morosidade no processo. Devido a isso, presenciamos aumento da violência, mortes, invasões, explorações ilegais das terras indígenas, ocorrendo extração de seus recursos minerais, e cobiça devido a rica biodiversidade nesses territórios que interessa a bancada ruralista e grandes fazendeiros do agronegócio.

Segundo Gandhi, a natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância. Nessa perspectiva, verificamos o desrespeito a população indígena o descaso com a preservação ambiental  e desconstrução de uma etnia que vem lutando pela sobrevivência e por direitos que lhes foram tirados com o avanço da tecnologia, da agricultura e do desmatamento. Em suma, a burocracia, a dificuldade na demarcação das terras inviabiliza e reduz os direitos de posse aumentando os conflitos entre índios e fazendeiros, com isso, tem aumentado  a repressão policial o descarte de agrotóxicos nas comunidades provocando um ambiente hostil. Certamente, a agroindústria e o agronegócio aumentou os conflitos por terra entre os ribeirinhos, seringueiros, indígenas e fazendeiros disputando áreas localizadas no arco do desmatamento e regiões riquíssimas que atrai empresas e interesses na mineração e construção de hidrelétricas.

Portanto se devem tomar medidas que acolha os índios, assegurando o desenvolvimento desse grupo. As organizações governamentais, Ongs devem trabalhar em conjunto com a sociedade com o objetivo de conscientizar e preservar a cultura e dignidade dos indígenas. Cabe ao governo federal trabalhar em conjunto com a Funai e o Ibama  na demarcação dos territórios, assim, buscando a preservação a diminuição de conflitos  e o desenvolvimento  dos setores de preservação ambiental e humano. Ou seja, é preciso garantir a igualdade de direitos e a preservação e uma história.