O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/11/2018

Supressão indígena

A animação da Disney, Pocahontas, conta a história de ingleses, que, na marcha para o oeste dos Estados Unidos entraram em guerra com os ameríndios. No entanto, com a idealização de contos de fadas, o final feliz é eminente; o inglês, apaixonado por Pocahontas, e o chefe da tribo indígena, pai da índia, estabeleceram uma trégua. Contudo, a realidade vivenciada no Novo Mundo foi bem diferente: o genocídio e a exploração de recursos naturais foi inevitável, restando a crença eurocêntrica. É notável que, na atualidade, o indígena é marginalizado e explorado, enfrentando frequentemente problemas relacionados às terras e a sua  cultura.

No limiar do contexto histórico, deve-se salientar que com a chegada dos portugueses às terras brasileiras, a realidade dos povos nativos modificou-se de forma colossal. Isto é, pelo viés eurocêntrico, indígenas foram submetidos ao catolicismo, com a vinda de padres catequistas, ignorando totalmente as religiões e a cultura dos índios, e a exploração de trabalho escravo. Ademais, por ter sido o primeiro contato entre colonizados e colonizadores, houve não só violência imposta pelos europeus,mas também o contágio de doenças advindas do continente europeu, como gripe e sarampo, causando massacres a população.

Deve-se abordar, ainda, que se por um lado a urbanização garantiu melhores condições de vida para a sociedade- ao menos na teoria- , o avanço econômico do país, atualmente, representa um grave problema para a manutenção dos direitos indígenas. Os grandes projetos de desenvolvimento e a expansão de atividades agrícolas e extrativas constituem uma grande ameaça aos povos indígenas. Um dos fatores promovidos pelo avanço econômico é o aumento nos casos de violência devido as disputas de terras entre os fazendeiros, garimpeiros e grandes latifundiários, que cobiçam as terras indianistas. Essa problemática ocasiona inúmeras mortes, expropriações e explorações dos índios, que, sem amparo legal e social, ficam reféns do avanço capitalista.

Destarte, é evidente que com o passar dos séculos, os índios ainda tenham que lutar por direitos ao seu próprio espaço na sociedade. Assim sendo, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça, fiscalizar as leis da Constituição de 1988,no intuito de cumpri-las. Além disso, é preciso que o Governo crie mecanismos de valorização do índio, preste mais apoio as instituições de proteção, como a FUNAI, e agilize, imediatamente, a regularização das terras. Logo, ele estará assumindo um papel coerente frente as minorias do país. Desse modo, observada a ação do poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.