O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 31/10/2018
Historiadores especulam que, no Brasil de 1500, haviam aproximadamente 4 milhões de índios, o país já havia sido descoberto. No atual contexto, mesmo representando 0,25% da população, essa minoria luta por suas terras que, apesar de garantidas por lei, não são asseguradas em razão da negligência governamental existente. Com efeito, é preciso valorizar as profundas raízes que os índios representam.
A priori, o interesse na extração de minério pressupõe a exploração das terras indígenas. De acordo com o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), já foram feitos mais de 4 mil requerimentos minerários em terras indígenas nos últimos 47 anos. Dados que evidenciam, além do interesse econômico, o descaso da população frente aos indígenas na medida em que empresas, se autorizadas pelo Estado, desalojariam milhares de pessoas impulsionadas pela ganância. Esse cenário acusa a indiferença do Brasileiro frente aos índios e reforça que a participação governamental é essencial na garantia da dignidade social desses.
Ademais, a omissão governamental afeta diretamente a cidadania dos índios. Assim, nasceu, em 1967, a FUNAI( Fundação Nacional do Ìndio) e deu mais representatividade à esta minoria. No entanto, invasões às terras, tortura de líderes, estupro de mulheres são algumas das atrocidades que foram noticiadas pelo Jornal Da globo. Consequentemente, impulsionados pela falta de demarcação de terra, esses conflitos tornam-se mais frequentes em razão da omissão governamental que - contrariando o direito constitucional à terra- não protege os territórios dos autóctones. Tornando necessário, assim, uma maior valorização.
Impede, pois, que medidas sejam criadas a fim de assistir os índios no Brasil. Logo, a FUNAI, aliada ao Ministério da Cultura, deve fomentar, por meio de mídias televisivas, campanhas apelativas que mostrem a realidade em que os índios vivem e problematizem ações que possam retirar deles a dignidade social para que, á médio prazo, a população crie consciência de quão necessária é a valorização indígena para a história do Brasil. Aliado à isso, o governo deve ampliar o número de secretárias de fiscalização da população das aldeias objetivando, primordialmente, assegurar os direitos dos autóctones.