O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 30/10/2018
Átomo cultural
Em ‘‘Gene egoísta’’, Richard Dawkins descreve o homem como naturalmente individualista, sendo suas ações em prol da perpetuação da espécie. De forma análoga, na sociedade hodierna, esse individualismo é percebido quando se analisa a complexidade existente na inserção de índios na sociedade, bem como a persistência da discriminação a esses. Sendo assim, urge a necessidade de comentar duas medidas retificadoras: o exercício da educação e o papel do Estado.
A priori, a dificuldade de integração indígena na sociedade é resultado de uma falha educacional. Nesse sentido, em escolas públicas, o ensino sobre a comunidade ameríndias é negligenciado, inviabilizando o avanço do respeito dado a um dos ‘‘átomos’’ da nossa cultura. Ademais, a presença de apenas uma línguas oficial -a Portuguesa- é uma das formas de discriminação, visto que excluem moralmente a importância nativa na formação brasileira. A esse respeito, o filósofo Jean Jacques Rousseau, em sua obra ’’ Emilio ou da educação’’, atribui ao ensino o motor das transformações sociais. Em vista disso, é preciso introduzir uma educação sobre a cultura indígena com o intuito de diminuir o desrespeito e melhorar o convívio social.
A posterior, o Estado não produz medidas assistencialistas necessárias para a proteção de índios. Nessa conjuntura, o governo, por vezes, reduz as terras pertencentes a grupos nativos a fim da utilização dessas de forma econômica. Por conseguinte, o supracitado egoísmo Dawkiniano é percebido em tal situação, já que, em busca da capitalização, são esquecidas as necessidades do povo ameríndio, o qual, por consequência, torna-se o segundo grupo mais suicida do mundo, segundo dados da OMS. Destarte, a criação de políticas afirmativas para tribos indígenas é imprescindível no processo de mitigação do problema.
Infere-se, portanto, que a dificuldade integrativa de índios é consequência da não educação e descaso governamental. Sendo assim, juntamente com Ongs de educação, o governo deve criar campanhas com ciclos de palestras educacionais em todo país, as quais objetivem e instruam a necessidade do respeito aos povos indígenas, especificando a importância desses no processo de formação do povo brasileiro. Além disso, a deverá ocorrer panfletagens com algumas palavras básicas de alguns idiomas nativos, aumentando o grau de entendimento do povo.Desse modo, o jovem será o principal foco do processo para que, em um futuro próximo, os ‘‘átomos’’ da nossa cultura sejam respeitados.