O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 30/10/2018

Desde o ano de 1500, quando os europeus chegaram aqui, aqueles que eram nativos dessa terra viram seu status, de proprietários de toda terra, decair drasticamente ao ponto de não terem mais onde ficar. Entretanto, mais de cinco séculos depois, a situação da população indígena no Brasil não mudou muito, visto que apesar da passagem de tanto tempo o jeito com que a sociedade trata esse povo não mudou e práticas desumanas como o desrespeito ao território demarcado e preconceito descabido persistem até os dias presentes.

A princípio, vale ressaltar que a visão tradicional das reservas naturais como fontes de exploração é a fonte do desrespeito a propriedade aborígine. Adicionalmente, o fato de as demarcações de terra, que é dever da União, ser lenta e problemática é só um dos efeitos de pressões políticas e de grupos econômicos, já que cerca de 30% dessas terras tem alto potencial mineral, de acordo com o site Agência Brasil, tornando-as foco de conflitos entre autóctones e empresar de mineração. Portanto, é evidente que apertar a legislação e aumentar a fiscalização é uma questão de urgência.

Além disso, a visão etnocêntrica que perpetua na mente de boa parte das pessoas é um dos fatores mais evidentes no tocante ao preconceito. Nesse sentido, o pensamento de A. Schopenhauer, famoso filósofo alemão, de que ”os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca”, se aplica ao principio de que o começo da discriminação está diretamente relacionado à percepção que o agressor tem do outro, haja vista que não é fácil aceitar o desconhecido. Assim, fica claro que medidas devem ser tomadas no sentido de mudar essa visão atrasada.

Tomando o exposto em consideração, é mister implementar soluções que inibam a prática desse tipo de ato autoritário, discriminatório e exclusivo. A priori, convém a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) aliada ao MEC (Ministério da Educação), adicionar a grade curricular infantil e do ensino médio matérias que ensinem de maneira plural e ampla as diferentes culturas e vivências presentes nas tribos desse país, por meio de exposições culturais e lúdicas voltadas à demonstração da importância de cada forma de expressão para a formação cultural e social nacional, a fim de promover o senso de aceitação e respeito para a próxima geração que é o futuro. Só assim, pagaremos nossa divida histórica e devolveremos as terras a quem pertencem de fato e de direito.