O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/11/2018

O início da colonização portuguesa no Brasil, em 1500, marcou, também o começo da exploração indígena no território. Exploração na qual os índios tiveram suas terras tomadas, além de serem escravizados pelos colonos e obrigatoriamente catequizados pelos jesuítas. Hodiernamente, há semelhança com o passado no que se diz respeito a condição de exclusão e violência em que estes povos vivem. Nesse contexto, é indubitável, que a negligência do estado e a ambição dos latifundiários são os principais contribuintes para essa situação.

A Constituição Cidadã de 1988, garante igualdade perante a lei, sem distinção de natureza, contudo, o Estado se faz cego a esse artigo. Assim sendo, segundo a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), cerca de 350 territórios indígenas ainda não foram demarcados. Logo, verifica-se a ineficiência governamental em gerenciar estas terras que muitas vezes são invadidas por grandes empresas mineradoras e madeireiras. Dessa forma prejudicando ainda mais o processo de delimitação.

Observando os fatos supracitados, se faz necessário analisar a violência contra os índios por parte dos grandes fazendeiros. De acordo com o filósofo francês Auguste Comte, a ética consiste em fazer prevalecer os instintos simpáticos sobre os instintos egoístas. Dessa forma é notável que a ética citada não faz parte do cotidiano destes fazendeiros, quando esses torturam e muitas vezes assassinam a população nativa em busca de maior capital.

Portanto, não há dúvidas que medidas são necessárias para atenuar esta problemática. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente juntamente com a polícia federal, criar um projeto, por meio de plebiscito, para acelerar a demarcação das terras e garantir a segurança dos povos indígenas evitando a violência e as invasões sofridas por eles. Desse modo a sociedade caminhará para um lugar cada vez mais distante das barbáries pré-coloniais.