O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 31/10/2018
Os artistas da Semana de Arte moderna de 1922, na busca por uma identidade nacional elegeram a figura do índio como símbolo, sendo o mesmo representado em grandes obras como Macunaíma de Mário de Andrade. No entanto, a valorização e os direitos dos povos indígenas, em contraste com o movimento modernista, não está em foco dentro do contexto brasileiro educacional e político atual. Nesse sentido, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
De fato, a desvalorização dos grupos nativos, não é novidade no Brasil. De acordo com o IBGE, os indígenas compõem mais de oitocentos mil indivíduos da população brasileira. Logo, era de se esperar o reconhecimento de sua enorme diversidade cultural, por meio da educação, pelos demais cidadãos, porém a realidade é outra, na qual as suas diferenças são menosprezadas e reunidas em um único termo índio.Tal termo, remete a uma forma pejorativa de se referir aos povos indígenas, advinda do período colonial. Portanto, toda essa conjuntura contribui para a perpetuação de preconceitos disseminados sobre os grupos originários brasileiros.
Além disso, os indígenas ainda não tem todos os seus direitos assegurados. A Constituição de 1988 garante, entre outras coisas, a posse de terras aos mesmos. Contudo, essa garantia, de modo geral, permanece na teoria, pois a luta pela demarcação das terras ainda é constante e é um dos principais motivos de conflitos entre a bancada ruralista no congresso e empresas mineradoras, contra os nativos. Isso ocorre, devido ao interesse econômico do governo ao priorizar os empresários, ao invés dos indígenas, que por sua vez não atribuem renda, o que demostra uma gestão, que não leva em consideração a importância da terra para a manutenção da cultura nativa e da preservação ambiental.
Com base no texto acima, é notória a necessidade de intervir nessa problemática, em prol de um melhor bem-estar social. Dessa forma, cumpre ao Ministério da educação promover maior interação dos estudantes com a cultura dos nativos, por meio da criação de uma semana letiva, ao invés de apenas um dia dedicado ao povos indígenas e suas diversidades culturais nas escolas e nas instituições superiores, levando representantes indígenas, que conjunto aos professores de história podem construir uma sociedade mais consciente de suas origens e de sua pluralidade. Ademais, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) em parceria com o Ministério público poderia garantir uma agilização da demarcação das terras, dando prioridade a essa questão, nos assuntos que permeiam esses povos, como possível forma de dar manutenção a vivencia e dos costumes indígenas no Brasil.