O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 30/10/2018
Teoria funcionalista
Segundo o sociólogo Durkehim, a sociedade é um organismo que depende da atuação harmônica integrada de seus órgãos para funcionar devidamente. No entanto, ao observar o cenário do Brasil, é possível encontrar graves problemas, como o desrespeito aos direitos e à cultura indígena, produto do funcionamento desarticulado do corpo social. Nesse viés, cabe destacar a postura omissa do Estado e o preconceito histórico como as “raízes” dessa lamentável problemática.
A priori, é necessário analisar que a negligência governamental em relação aos índios contribui para a existência desse preocupante quadro. Isso ocorre, porque os governantes tratam com descaso as demandas dessa parcela da população, uma vez que são uma das minorias brasileiras marginalizadas. Exemplo disso, é relação entre a quantidade de acampamentos indígenas que são atacados por fazendeiros, na disputa por terras, e o reduzido número de indivíduos que são devidamente punidos, o que denota uma contradição, já que a constituição de 1988 determina diversos direitos aos índios, como o acesso a terras. Consequentemente, as leis são violadas e eles ficam desprotegidos, o que os torna vítimas mais suscetíveis à violência e ao desrespeito.
Ademais, não se pode esquecer que a discriminação histórica colabora para a situação caótica na qual inúmeros índios se encontram. Assim como, os negros não deixaram de ser alvo do racismo após o fim da escravidão em 1888, visto que não houve medidas socioeducativas que os incluíssem e quebrassem a intolerância, as comunidades indígenas não deixaram de ser alvo dos olhares etnocêntricos - que julgam outrem a partir de suas próprias perspectivas- de muitos brasileiros. Por conseguinte, além de experimentarem a exclusão, passam pelo processo de estereotipação da sua imagem, o que acarreta o desprestígio da sua identidade.
Portanto, fica claro que a displicência do Estado e o preconceito enraizado são as origens dessa alarmante adversidade. Nessa perspectiva, a FUNAI e o Ministério da Educação devem promover eventos socioeducativos abertos ao público, por meio de feiras culturais em escolas e universidades com a presença de líderes indígenas e historiadores, a fim de trazer mais informações sobre essa minoria, sua importância e seus problemas, de forma que desenvolva a empatia e a mobilização dos demais cidadãos em prol de sua causa. Além disso, que a mídia transmita esses projetos em rede nacional, aumentando sua abrangência e denunciando as falhas governamentais. Assim, o corpo social será mais coeso no que tange à cultura e aos direitos dos índios e a teoria funcionalista de Durkheim será corroborada.