O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 17/10/2018
O Brasil não foi descoberto pelos europeus, ele foi conquistado. A partir desse fato, observa-se a questão indígena no Brasil contemporâneo relacionada à aculturação e escravidão dos povos originários. Logo, analisa-se a invisibilidade das questões indígenas uma realidade que precisa ser mudada.
Sob essa conjuntura, ao ser delineada uma construção identitária na literatura brasileira, buscou-se na figura do índio a representação do Brasil. Esse viés idealizado, entretanto, reforça uma visão superficial que coaduna com esteriótipos como, por exemplo, o índio como selvagem. Esse pensamento fomenta a invisibilidade da questão indígena uma vez que o autóctone está relacionado a diversidade de linguagens, tradições e tribos.
Diante do exposto, o índio é considerado cidadão brasileiro e os seus direitos estão estabelecidos no Estatuto do índio, inclusive no que tange a demarcação de terras. Ademais, apesar dessas prerrogativas teóricas, a política brasileira se mostra contrária à luta indígena. Esse fato se comprova pela força da Frente Parlamentar Agropecuária, conhecida como bancada ruralista, que busca a aprovação de projetos de lei que interferem diretamente na vida dos indígenas em terras demarcadas. Essa realidade, por conseguinte, expõe a face violenta do agronegócio na medida em que o relatório “Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil” denota os assassinatos de índios por questões de terra.
Logo, observa-se que a luta indígena tangencia todo o pensamento da sociedade brasileira. É necessário, portanto, que exista projetos pelo Ministério da Educação que viabilizem apresentar em colégios a diversidade dos povos originários através de investimentos em pesquisas e a capacitação de professores indígenas para a busca de representatividade. Ademais, outro viés importante é conscientizar a sociedade brasileira através das concessões públicas, como jornais, televisão e rádio, sobre a importância das terras indígenas, uma vez que essa demarcação representa direitos de um povo explorado em seu próprio território.