O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 31/10/2018
Parafraseando o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico no qual é necessária a total harmonia para um melhor funcionamento. No entanto, no Brasil, percebe-se o rompimento da harmonia quando observa-se a questão do índio, que cada vez mais tem sua cultura contestada, e é vítima diariamente do avanço do sistema agrário.
Em primeira análise, percebe-se que a sociedade ainda pensa como eu portugueses do século XV. Antes de chegarem ao Brasil, os índios já tinham seus idiomas, modo de viver e cultura, porém, com a chegada dos europeus e por se sentirem superiores, seus costumes foram impostos sobre os indígenas. No entanto, essas populações em pleno século XXI ainda são obrigadas a enfrentar a aculturação, isto é, negação dos seus valores. Pois, até 1988, antes dos direitos deles terem sidos reconhecidos pela Constituição Federal, esses povos deveriam ser integrados à comunidade.
Além do mais, a questão do índio é ainda mais complicada. Pois com a expansão do agronegócio, principalmente nas regiões do Centro-Oeste e Norte, os grandes fazendeiros acabam invadindo propriedades, que são declaradas pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI, pertencentes a população indígena. Por causa disso, torna-se cada vez mais comum conflitos por invasões de terras, que em sua maior parte acaba sendo prejudicial somente aos indígenas. No ano de 2016, aproximadamente 600 morreram em decorrência de um conflito agrário.
Portanto, percebe-se que a questão do indígena precisa ser resolvida. Desse modo, escolas juntos a professores de história devem abordar de forma mais profunda a questão indígenas, levando-os para as salas de aula, de modo a mostrar seus costumes e cultura de forma real. Ademais, a FUNAI em conjunto ao Ministério da Justiça deve punir os grandes fazendeiros que invadem as terras reservadas, de modo a puni-los de forma eficaz. Para que só assim, eles possam viver conforme seus costumes.