O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 05/10/2018
A Primeira Geração do Romantismo brasileiro retratava a figura do índio de modo idealizado e atribuía notável valorização de seus costumes. Entretanto, fora da literatura, os povos indígenas do mundo atual vivenciam uma realidade totalmente oposta. Esses indivíduos padecem de problemáticos conflitos com o agronegócio e da má preservação de sua memória cultural. Desse modo, convém analisar essa contrariedades para, então, propor soluções para dirimi-las.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a lamentável situação da preservação da memória cultural indígena. Tal fato ocorre, segundo o jornal O Globo, devido a o fato de as instituições de manutenção da cultura do índio, como os museus, receberem pouca verba - o que dificulta a contração de profissionais para ensinar sobre a cultura desses povos à população. Assim, fica claro que, enquanto os governantes do nosso país não darem atenção à condição precária da memória indígena, o problema se enraizará na sociedade e esses povos padecerão de seu esquecimento.
Outrossim, os conflitos dos índios com o agronegócio são outra contrariedade. Tal problemática foi intensificada a partir da Revolução Verde, que resultou na melhoria do cultivo de produtos agrícolas. Nesse contexto, a agricultura avançou em direção à Amazônia e Cerrado - áreas com maior concentração de indígenas no Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nessa conjectura, conflitos armados com representantes do agronegócio pela disputa por terras se tornaram uma triste realidade vivenciada pelos índios - a qual deve se solucionada.
Portanto, o Ministério da Agricultura deve fomentar financeiramente o uso de drones para a fiscalização e demarcação de terras indígenas, para evitar o conflito e sua utilização pelo agronegócio. Ademais, o Ministério da Cultura deve fomentar a preservação da cultura e memória do índio por meio de investimentos em museus e a contratação de funcionários para realizar o ensino dos costumes desses povos à sociedade - de modo a valorizá-los tanto quanto na Primeira Geração do Romantismo.