O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 27/09/2018

O movimento romântico brasileiro, em sua fase inicial, desenvolveu seu caráter nacionalista através da imagem do índio, aspecto que foi amplamente difundido nos centros culturais da época. Contrariando essa realidade, entretanto, no século XXI, o índio possui pouca representação, corroborando, desta maneira, para sua banalização e marginalização. Logo, torna-se essencial ações, tanto sociais quanto governamentais, para revitalizar e auxiliar esses brasileiros que encontram-se desamparados.

De fato, é claro a carência de representatividade dos indígenas, corroborada historicamente pelo bandeirantismo, movimento em que índios eram caçados e escravizados, sem representação política ou social. Desta maneira, o célebre ideal de George Santayana aplica-se, pois segundo ele, “aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repetí-lo.”. Ou seja, a mínima representação dos nativos brasileiros está fadada a gerar desigualdades, igualmente nos períodos anteriores da história nacional.

Além disso, a banalização da população em relação ao indígena também corrobora com o cenário de descaso com os mesmos, logo que a negligência não gera impactos sociais abrangentes, perpetuando o atual cenário. Segundo Hannah Arendt, em a “Banalidade do Mal”, o pior mal é o considerado “corriqueiro”, “cotidiano”. De fato, logo que a banalização em relação aos direitos indígenas é um malefício que, aliás, contribui para a formação de mais vítimas diariamente, assombrando e denegrindo as comunidades nativas brasileiras.

Os nativos brasileiros, portanto, encontram-se desamparados politicamente e marginalizados socialmente. Desta forma, a criação, pelo Ministério da Cultura (MinC), de um programa social denominado “Sabedoria do Índio”, em que índios disseminam suas sabedorias para a população em geral, contribuiria para sua expansão ideológica, diminuindo a banalização. Com isso, as comunidades indígenas estariam mais presentes na sociedade, aumentando, também, sua representatividade. Logo, os direitos dos nativos estariam protegidos, diminuindo as desigualdades vivenciadas atualmente.