O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 06/09/2018

Diante da Constituição de 1988, são reconhecidos, aos indígenas, os direitos às terras que tradicionalmente ocupam. Entretanto, o índio brasileiro em foco na atualidade ainda busca a dignidade perdida após o ano de mil e quinhentos. Por isso, é dever do Estado e da sociedade visar pelo pleno desenvolvimento moral da nação.

Nesse contexto, em mil setecentos e cinquenta e sete, o ministro Marquês de Pombal extinguiu a escravidão indígena no Brasil. Todavia, à vista disso, hoje, essa parcela da população tupiniquim é escrava da usurpação de seus direitos. Assim, como por exemplo, muitos indígenas sofrem com o uso indevido de seu ambiente natural devido à empresas de mineração ou o agronegócio em terras garantidas por direitos constitucionais.

Dessa forma, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), empresas de mineração e o agronegócio tem interesses na maioria das terras indígenas. Por certo, além da degradação ambiental do seu habitat e do surgimento do “anel da seca” nas regiões do cerrado e amazônia, o índio vê seus direitos feridos nas mãos dos “novos portugueses”. Ademais, se de um lado são os primeiros habitantes da nação brasileira, de outro são os últimos a serem compreendidos.

Destarte, é preciso, de fato, recuperar a dignidade perdida do povo indígena. Logo, é dever do Estado garantir a demarcação indígena e a proteção da moradia dessa população, sujeitando as empresas em questão a multas à União e o cumprimento da obrigação do replantio das áreas devastadas por meio de uma emenda constitucional. Outrossim, é de suma importância que os órgãos ambientais só permitam o uso de certas faixas das terras indígenas (que possuam potencial econômico para a nação) por meio de estudos e pesquisas, em parceria com universidades, que visem um desenvolvimento moral e sustentável da região. Dessa forma, poder-se-á alcançar um país mais justo.