O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 15/10/2018

Consoante ao pensamento do filosofo George Santayana, o qual cita que “aqueles que não conseguem lembrar do passado estão condenados a repeti-lo”, nota-se que revezes com indígenas brasileiros na sociedade, os quais remontam ao período colonial, ainda são hodiernos. Nesse contexto, faz-se necessário refletir acerca de dois aspectos relacionados ao tema: a deturpação da imagem dos índios nas escolas e a questão territorial no contexto brasileiro. Destarte, convém analisar tais pontos e, respectivamente, suas possíveis soluções.

Primordialmente, é mister salientar a questão da educação como uma das causas da celeuma. Segundo o filósofo Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse sentido, há de se considerar que a desvalorização dos indígenas nas escolas – que são tratados, em sua maioria, como folclore e só são relembrados no “dia do índio”— é refletida no descaso que boa parte da população possui em relação à situação atual dessa minoria. Logo, é necessário que tal grupo seja tratado com maior seriedade nas instituições educacionais, para que seus problemas, como o que diz respeito à demarcação de terras, sejam amplamente debatidos pela sociedade e, posteriormente, possam ter possíveis soluções.

Em uma segunda análise, nota-se que os indígenas ainda enfrentam obstáculos no que diz respeito às suas terras. Nesse contexto, percebe-se que portais de notícias, como o “O Globo”, divulgam frequentemente invasões ilegais em demarcações indígenas na “Amazônia Legal”, local em que se encontra a maior parte dos índios do país, com finalidades lucrativas, como as instalações ilegais de indústrias madeireiras. Tal fato é decorrente por, entre outros fatores, não haver a devida fiscalização nos territórios, que é espelho do desdém governamental no que tange ao respeito da Constituição, o qual assegura direito à terra para tal minoria. Logo, devido à proporção de tais problemas, fica clara a necessidade de tomar-se medidas para combatê-los.

Portanto, é necessário que o Ministério da Cultura e Educação desconstrua tais valores pejorativos, em relação aos indígenas, no âmbito escolar por meio da promoção de palestras periódicas ministradas por peritos na área, como ambientalistas e representantes indígenas, para que os futuros cidadãos cresçam mais conscientes acerca dessa minoria. Ademais, é conveniente que o Ministério da Justiça, em parceria com o IBGE, mapeie os focos de conflitos por terra no Brasil e promova uma maior fiscalização nessas áreas, com intuito de diminuir tais atividades e, por fim, conseguir obter um maior controle acerca da preservação de tal grupo. Assim, os entraves relacionados aos indígenas serão mitigados e o país caminhará, por fim, em direção à um futuro próspero.