O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 26/07/2018

Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Ao se pensar a respeito do índio brasileiro, é possível afirmar que não é uma questão atual. A problemática permanece ligada à realidade do país, seja pela invasão das reservas indígenas, seja pela desvalorização cultural. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências de tal conduta para a sociedade.

Torna-se irrefutável que a questão constitucional esteja entre as causas do problema. Segundo filosofo grego Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a tomada de terras indígenas limita essa harmonia. Em princípio, é evidente que as terras para os povos indígenas é considerada sagrada, assim como os animais, entretanto, a atuação do Setor Secundário nessas propriedades tem sido negativa. Já que, resultam em brigas, conflitos e desavenças, deixando o índio a mercê da sociedade e também o separando da população.

Desse modo, não apenas a ocupação, como também a perca da cultura indígena, como impulsionador do problema, é um fator importante para a reflexão. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar dotada de exterioridade. Acompanhando essa linha de pensamento, observa-se que, tais sofrem consequências negativas da colonização portuguesa até hoje. Segundo pesquisas do  IBGE apenas 0,45% da população é indígena. Assim sendo, um fator histórico deixado em segundo plano, ou até mesmo sem interesse de ser estudado, isto é, não é retratado nas escolas e nem ao menos, a sociedade brasileira.

É notório, à vista disso, que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, o Poder Judiciário deve elaborar leis que preservem as reservas indígenas promovendo a proteção de tais, e possíveis conflitos futuros. Convém lembrar, como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir à sociedade civil, como familiares, estudantes, palestras de núcleos culturais gratuitos em praças públicas, ministradas por psicólogos e historiadores que discutam o passado e futuro dos índios, explicitando, qual foram suas contribuições no território Brasileiro, e maneiras possíveis de ajuda-lós. Dessa forma, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus e que não caminhe para um futuro degradante.