O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 21/07/2018
José de Alencar, em “O Guarani”, representa os índios de forma idealizada, manipulada sob a ótica do homem branco. Nesse e em tantos outros momentos na história do Brasil, a autonomia para se expressar foi negada aos nativos brasileiros. Dessa forma, a desafiadora situação indígena, marcada atualmente por invasões às suas terras e etnogenocídio, é reflexo eminente da condição inferior a qual os autóctones foram postos pelo etnocentrismo europeu.
Mormente, o índio brasileiro ainda sente, mesmo após séculos, os efeitos devastadores da condição de povo primitivo em que foi taxado. Consoante Everaldo Guimarães, antropólogo, práticas etnocêntricas desconfiguram representações culturais alheias, negando a elas a livre expressão de seus valores. Seguindo esse pensamento, vê-se na história o desrespeito com tribos aborígenas, que é herança do colonialismo agressivo que as subjugou e as silenciou, tanto tirando suas vidas, quanto promovendo seu genocídio cultural. Dessa forma, é essencial mudar a mentalidade social, conferindo a elas autonomia.
Assim, essa relação de desrespeito construída historicamente, contribui para os problemas dos aboriginários. Conforme a Carta Magna do Brasil, é dever do Estado vigiar e proteger terras indígenas demarcadas. De fato, a realidade mostra-se diferente, já que a exploração mineral e vegetal em áreas delimitadas tem crescido, oportunizando quem deseja usufruir ilegalmente de espaços tradicionalmente ocupados por tribos autóctones.
Em suma, o produto histórico da colonização traz efeitos negativos até os dias hodiernos. Em função