O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 25/07/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro, contudo, no que tange a situação dos indígenas brasileiros, verifica-se que esse ideal é constatado apenas na teoria e não desejavelmente na prática. Desse modo, é imprescindível a análise dessa questão, a fim de buscar melhores perspectivas para o bem comum.
Sob esse viés, por volta do século XVII, os bandeirantes ficaram conhecidos pelos grandes genocídios de indígenas, em busca do lucro que os territórios deles ofereciam. Analogamente, com o crescente crescimento da criação de gado e da produção de soja, a busca por terras também tem sido o principal motivo de perseguições e assassinatos atualmente, a exemplo do solitário sobrevivente “índio do buraco”, que teve sua tribo dizimada no início da década de 90, a mando de fazendeiros locais. Nesse sentido, percebe-se que há uma omissão do Estado quanto a esse problema, o qual é, não apenas o motivador de genocídios, mas também o causador de desmatamentos e a poluição de rios por conta da exploração das terras.
Além disso, os Jesuítas do período colonial jamais imaginariam que seus empenhos para a proteção do indígena, como o combate à escravidão e a exploração de suas terras, pouco influenciaram nas políticas públicas de proteção dos dias atuais. Além dos conflitos por territórios, é cada vez mais comum a aculturação de etnias tribais, o que tem contribuído vertiginosamente para o distanciamento das tradições, dos modos de vida e das crenças indígenas. Assim, infere-se que esse panorama induz significativamente para a dissolução de várias dessas sociedades e, por consequência, faz com que a dominação e a destruição dos territórios indígenas seja mais devastador.
Já afirmava John Locke, portanto, que o Governo deve ser o garantidor dos direitos naturais do homem, dentre eles, o da propriedade e da proteção. Logo, é imprescindível o Poder Executivo, junto à Fundação Nacional do Índio, criarem uma “comissão do indígena”, composta por governantes e representantes tribais, com a finalidade de pesquisar a melhor destinação de recursos para a proteção dos índios, principalmente, àqueles que são isolados geograficamente e socialmente. Ademais, cabe à Polícia Federal e as polícias civis, o desenvolvimento de uma corporação especializada no combate aos crimes contra a vida e a propriedade dos índios, de forma a utilizar tecnologias como satélites e programas tecnológicos como instrumentos de investigação. Feitas essas ações, melhores perspectivas surgirão para o bem comum da sociedade e dos indígenas brasileiros.