O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/11/2018

No Romantismo brasileiro, a fase indianista foi responsável por idealizar e exaltar a figura do índio como herói nacional. Hodiernamente, no entanto, os povos indígenas são tratadas com desrespeito e discriminação. Nesse viés, vale pontuar que o descumprimento da Constituição e a visão preconceituosa sobre a cultura desses povos culmina na perpetuação do problema. Logo, coibir essa questão é um dos principais desafios do país.

A princípio, cabe ressaltar que o Estatuto do Índio assegura os direitos dessa população em manter sua organização social e demarcação de terras. Contudo, segundo dados divulgados pela Comissão Pastoral da Terra, em 2017, 65 índios foram assassinados por conflitos de possessão. Dessa forma, o avanço do agronegócio e o interesse por propriedades sobressai sob os direitos indígenas.

Outrossim, segundo afirmou Albert Einsten: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Sob essa ótica, desde os primórdios da colonização portuguesa ocorre a discriminação à cultura indígena. Diante disso, o etnocentrismo europeu era justificado pelas ideias do darwinismo social, julgando a raça branca como superior. Nessa perspectiva, observa-se a intolerância simbolizada pela catequização, ato que objetivava a aculturação desse grupo.  Nota-se, assim, que o preconceito aos costumes dos povos nativos é um problema com raízes históricas que se perpetua atualmente.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar o impasse. É preciso que o Ministério Público e a Polícia Federal em conjunto com a Funai, intensifiquem as campanhas de proteção à terra e aos direitos dos índios, a fim de assegurar a aplicação das leis. Além disso, é importante que o Ministério da Educação em parceria com a Mídia, divulgue campanhas educativas sobre o assunto, instruindo a população a refletir sobre a questão e a valorizar a pluralidade cultural do país. Assim, obtém-se a perspectiva de solucionar a problemática e garantir o cumprimento da Constituição.