O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 18/07/2018
Entre todos os malefícios da colonização no Brasil, a atuação de missionários como o Padre José de Anchieta, mesmo com o propósito de catequizá-los, por fim, defendeu os índios das tentativas de escravidão pelos Portugueses. Contudo, quinhentos anos passaram-se e não é possível enxergar evolução análoga à intelectualidade do homem e a garantia de direitos dos índios. Nesse aspecto, a negligência governamental perante a proteção indígena e os preconceitos tradicionalmente disseminados pela sociedade perpetuam nesse cenário.
Dessa forma, a falta de assistência governamental impede que direitos já garantidos sejam executados, assim como novos direitos sejam conquistados, ora pela influência capitalista, atuando no agronegócio e mineração, ora pela falta de verbas, desestruturando órgãos fundamentais como a – Fundação Nacional do Índio – FUNAI. Sob o mesmo ponto de vista, no Parque do Xingu, já é notório um cinturão de fazendas de soja em seu entorno que intensifica as lutas corporais por terras consolidando a taxa de mortalidade indígena, que é três vezes a população branca, com alto índice de suicídios e mortalidade infantil, segundo a FUNAI.
Ademais, a sociedade carrega estereótipos indígenas – o índio não pode usufruir dos bens civilizados – que dificultam a integração e o respeito, classificando-os como inferiores e, além disso, a ambição em sobrepor a sua cultura de forma ostensiva, sem estima a qualquer opinião alheia. Segundo Rousseau, ‘de todos os animais, o homem é aquele a quem mais custa viver em rebanho’, uma vez que, desde o iluminismo, o homem traz o ar de superioridade cultural e grande dificuldade de manter o convívio harmônico e respeitar o próximo.
Portanto, manter o convívio ético que, segundo Aristóteles, sem exageros, sem destruir a possibilidade de felicidade do próximo, é fundamental para uma sociedade justa. Logo, o Governo Federal deve criar o Ministério do Índio, órgão competente para administrar as causas dos seus diversos setores: educacional, territorial, social e segurança, visando à criação de programas, leis – proteção do índio - e sua fiel execução. Por conseguinte, a reformulação cultural deve ser impulsionada, por meio da mídia com a disseminação de ideias e informações, promoção de debates, exposição de denúncias na busca dessa desmistificação, assim como, nas escolas com campanhas educativas, seminários, palestras, estudos de casos com objetivo de situar e integrar os jovens contra essa tradição. Assim, os direitos intrínsecos ao índio vencerão a inércia e com seus devidos movimentos resultarão em bons frutos a sociedade.