O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 16/07/2018
Desde a chegada dos portugueses no território brasileiro, por volta de 1500, iniciou-se um verdadeiro genocídio indígena, muito por conta do pensamento etnocêntrico europeu. Tal pensamento, permanece enraizado na sociedade brasileira hodierna, visto que, os direitos indigenas são constantemente violados e sua cultura é inferiorizada aos demais.
Em primeiro lugar, é preciso pontuar o descaso do Estado sobre as questões ameríndias, uma vez que foi aprovada em 2013 a PEC 215, emenda que proíbe a ampliação de áreas delimitadas a esses povos, dado que as terras já ocupadas são insuficientes para atender a toda população indígena. Dessa forma, intensificando os conflitos contra fazendeiros em virtude de invasões de terras, haja vista que segundo dados do G1 de 2013, foi a principal causa de assassinatos de índios no Brasil.
Outrossim, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, o individualismo é um dos principais aspectos da pós-modernidade, e, consequentemente parcela da população tende a ser incapaz de tolerar as diferenças. Trazendo esse pensamento para o cenário atual brasileiro, percebe-se que a soberania portuguesa é herdada de tal forma, que as culturas aborígenes são tratadas de maneira inferior, considerando-os como selvagens e marginalizando sua participação social.
Destarte, urge a necessidade do Poder Legislativo criar novas leis que assegura a posse de terras a essas comunidades, por meio de mais demarcações, juntamente com uma severa fiscalização da FUNAI. Ademais, de acordo com Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, as instituições educacionais devem promover campanhas que prezam pela empatia coletiva e não obstante criar quadrinhos que valorizam as tradições culturais indígenas, buscando por maior respeito pelas diferenças. Assim, poderíamos desconstruir esse pensamento português soberano.