O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 29/06/2018

Na primeira geração romântica, chamada de indianista ou nacionalista, o índio era retratado na figura de um herói. Todavia, no Brasil atual, esse nativo é excluído da sociedade. Isso ocorre, não só pelo preconceito histórico, como também por questões ambientais. Dessa forma, faz-se necessário promover discussões sobre o tema que objetivem uma solução      Em primeira análise, existe uma discriminação brasileira no âmbito social contra povos indígenas. Isso porque, devido à exploração e escravidão desses povos no século XV e XVI, criou-se uma ideia de que esses indivíduos eram preguiçosos e não gostavam de trabalhar. Nesse sentido, esse sentimento de repulsa, segundo o filósofo francês Émile Durkheim, é explicado pelos fatos sociais, comportamentos que a sociedade impõe dotados de forte coerção, ou seja, se a população não pratica tal ato, ela sofre preconceito.

Ademais, as terras indígenas são degradadas, sem nenhum obstáculo, quando há interesse econômico de empresas na localidade. Nessa perspectiva, donos de empreiteiras destroem os lugares pertencentes a população autóctone, sob o pretexto da inserção de obras que vão beneficiar a todos. Prova disso foi a construção da hidrelétrica de Xingu, no Pará, feita as margens do rio de mesmo nome, na qual expulsou diversas comunidades de índios que dali tiravam seu sustento.

Diante dos argumentos supracitados, percebe-se que existe, na sociedade brasileira, preconceito contra esses povos. Logo, torna-se imperativo que o Ministério da Educação promova palestras educativas com sociólogos, professores de história e biologia visando à melhor instrução da população. Esse projeto deve alertar sobre possíveis impactos ambientais advindos das construções, tais como as hidrelétricas e orientar sobre a melhor forma de convivência dos índios e construtores. Pois, só assim construir-se-á uma sociedade na qual o herói da primeira geração do romantismo possa ser valorizado.