O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 27/06/2018

Pero Vaz de Caminha, o “salvador”

Desde a colonização, os povos indígenas e sua cultura sempre foram desrespeitados, devido a europeização do Brasil. Inegavelmente, isso se comprova com a carta de Pero Vaz de Caminha para o Rei de Portugal, dizendo que o melhor fruto que podiam retirar daquela terra era a salvação do povo indígena. Todavia, em 1988, a Constituição Federal assegurou aos nativos os seus direitos em relação às suas terras e costumes. Contudo, ainda hoje há conflitos contras os índios.

Segundo a Funai (Fundação Nacional do Índio), os povos indígenas que habitam no Mato Grosso do Sul, têm sofrido diversos ataques, pois ainda há ataques fundiários e disputas pelo território. Ataques como: estupros, envenenamentos através dos agrotóxicos e assassinatos.

Além disso, a baixa representatividade no meio político, com menos de 100 vereadores e prefeitos indígenas eleitos, e os casos de corrupção na Fundação Nacional do Índio, contribuem para que as necessidades, principalmente dos que vivem em locais de difícil acesso, sejam negligenciados. Dessa maneira, a falta de especialistas nas áreas da saúde e educação, a escassez de medicamentos, e a precariedade dos meios de transporte e de comunicação, por exemplo, são situações comuns nas aldeias. Ademais, a ascensão social e a inserção no mercado de trabalho são mínimas entre os índios, o que eleva o preconceito de indivíduos de outros grupos étnicos.

Dado o exposto, medidas drásticas devem ser tomadas. Portanto, é de extrema necessidade, que a Receita Federal repasse mais impostos para estados e municípios que contém aldeias indígenas, tencionando melhorias na educação, na saúde e no transporte. Outrossim, cabe a Funai demarcar os territórios indígenas. Faz-se necessário, também, que às escolas e ONG’s promovam palestras para que todas as culturas respeitem a cultura indígena e entendam a sua importância na formação da cultura brasileira. Sendo assim, não continuando com a “salvação” de Caminha.