O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 14/07/2020
A Magna Carta brasileira, de 1988, garante o direito à vida, à liberdade e à igualdade. Todavia, a prática deturpa a teoria, uma vez que, apesar das poucas conquistas, a população indígena sofre diariamente com a falta de suporte - sobretudo no que diz respeito à proteção territorial e preservação cultural - fruto da inoperância estatal e da banalização dos direitos das minorias.
Em primeira análise, a inoperância estatal mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. De acordo com o pensamento de Claude Lévi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, a falta de atenção à questão territorial indígena, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas à história brasileira, o que dificulta sua resolução.
Além disso, a problemática encontra terra fértil devido à banalização dos direitos das minorias. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão indígena é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante e opressor, a tendência é adotar esse comportamento também, o que sufoca e segrega ainda mais a cultura desses povos.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Faz-se necessário, pois, que o MEC em parceria com o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) desenvolvam uma atualização nos livros didáticos de História, por meio da sugestão de projetos que discutam o legado dos índios brasileiros relacionando-o a problemas atuais. Ademais, tais projetos poderiam fomentar, até mesmo, a criação de uma Olimpíada de História para o século XXI, para que a questão indígena seja compreendida em sua totalidade e possa proporcionar avanços que o desamarrem de seu passado excludente.