O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 17/06/2018

O índio da amazônia no século XXI

No livro de Lima Barreto, “O triste fim de policarpo quaresma”, percebe-se na personagem principal, Policarpo, uma grande admiração pelo índio brasileiro que, é enaltecido e dito como o verdadeiro dono das terras amazônicas. No entanto, fora da verossimilhança interna do livro, nota-se uma contradição, visto que, a comunidade indígena na Brasil vem cada vez mais tendo suas terras apropriadas, em virtude de um ideal capitalista.

Em primeira analise, desde a segunda metade do século XX  as lutas por territórios na amazônia se intensificaram, tendo em vista, que se fez necessário uma maior quantidade de terras agricultáveis, para o suprimento da demanda populacional. Contudo, o grande prejudicado nessa conjuntura foi o nativo, pois perdeu e ainda vem perdendo suas terras para o homem branco, que desde o período colonial ignora a sua presença em virtude do lucro, e nada mais.

Em segunda analise, os órgãos públicos de proteção ao solo indígena apresentam algumas falhas na demarcação territorial, como aconteceu com a tribo Enawenê-Nawê, da região do Mato grosso, que teve apenas metade de sua terra transformada em reserva  pelo FUNAI, deixando de fora vários pontos de coleta de alimentos, fundamentais para a sobrevivência do clã.

É evidente, portanto, que os institutos de proteção ao índio reformulem as suas políticas de preservação territorial, com a introdução de estudos rigorosos do terreno, antes de chegar a uma conclusão sobre a área a ser protegida. Além disso, o Ministério da Cultura, deve cobrar do poder Judiciário a aprovação de leis que, privem a liberdade daqueles que atentam contra a tradição indígena, seja por meio de exploração, ou por violação dos seus direitos presentes na Constituição de 1988. Feito isso,  Policarpo ficará mais orgulhoso ainda se ser brasileiro.