O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 17/06/2018
De acordo com a Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema judiciário, assegura ao Índio a propriedade de terra e o respeito a sua identidade. Desse modo, percebe-se que há fatos que não podem ser negligenciados, como a invasão da terra indígena e a falta de respeito com o mesmo.
A princípio, é necessário enxergar o processo colonizador, iniciado em meados de 1500, como um dos principais motivos para a realidade vivenciada por esse grupo na contemporaneidade. Isso porque a chegada dos portugueses modificou significantemente o modo de viver dos indígenas ao tomar posse de suas terras e os catequizar, tirando-os de sua fé e afastando-os de sua cultura. Segundo a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), existiam cerca de 10 milhões de índios nas terras brasileiras no início da colonização, porém, na atualidade, esse número aproxima-se de 900 mil pessoas. Já a aculturação desses povos nativos pode ser observada por meio da divulgação pelo IBGE, que contabilizou 274 línguas indígenas no país, contra as mais de mil existentes antes do descobrimento do Brasil.
Além disso, todos os anos as crianças se pintam e constroem um cocar para comemorar o dia do índio nas escolas, porém desconhecem o modo de vida e a luta dos povos que restaram, uma vez que as instituições de ensino não são orientadas a ensina-los. Essa falta de conhecimento denota uma visão arcaica e generalizada acerca deles, visto de forma “Macunaíma”, ou seja, preguiçosos e traiçoeiros ou ainda como “Peris”, apaixonados e subordinados. Além disso, há os genocídios, muitas vezes desconhecidos ou esquecidos pela população, o que é inconveniente, pois segundo o filósofo espanhol George Santayana, aqueles que não se lembram do passado estão sujeitos a repeti-lo.
Portanto, torna-se imperativo que o Governo Federal acelere as homologações, evitando conflitos de índios com a bancada ruralista e que julgue os atos de preconceito e desvalorização dos índios, para que juntamente à FUNAI, tornem efetivas as leis do direito indígena. É necessário também investir na educação, pois segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo.” Dessa forma, é imprescindível a realização de aulas de História e Sociologia em todas as escolas, para a compreensão de todos sobre a importância do conhecimento e do respeito acerca dos diferentes tipos de culturas existentes e da manutenção de um matrimônio, visando a concretização da lógica de Voltaire.