O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 24/05/2018
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando observa-se a questão indígena, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e essa problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. De fato, essa classe menos reconhecida vêm enfrentando problemas graves de subsistência, sequenciais invasões ao seu território e destruição de seu habitat.
É indubitável, que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. O Índio tem por lei, garantia à terra com demarcação feita pelo Governo Federal. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, ruralistas e empresas mineradoras rompem com essa harmonia, haja vista que seus interesses capitalistas vão além de uma simples demarcação de terra. Dessa forma, gerando conflitos com os indígenas que por viverem entrelaçados ao passado, acabam sendo mortos ao entrarem em confronto, pois ainda usam uma forma primitiva de combate, o arco e flecha.
Ademais, destaca-se os garimpos como impulsionadores do problema que, de certa forma, necessitam de terras inexploradas para melhor captação de minérios. Dessa maneira, visando as terras de demarcação indígena, pelo fato de ser um local de alta probabilidade de captação financeira. Além disso, seus rejeitos exploratórios, acabam contaminando rios que servem para alimentar os Índios que vivem naquela região, ocasionando eutrofização e subsequentes mortes dos animais aquáticos e terrestres. Isso ocorre pela falta de fiscalização e aplicação da lei, que por ser um lugar afastado dos grandes centros urbanos, as vezes é esquecido pelas autoridades.
Fica evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem o direito ao Índio. O governo deve buscar maneiras de fiscalizar as áreas de demarcação e punir com rigor aqueles que desrespeitam as limitações impostas. Em parceria com ONGs, construir uma central de denuncias para evitar abusos e violação constitucionais dos direitos humanos sobre essa classe. Outrossim, aumentar as verbas destinadas a FUNAI para que haja novos concursos públicos, a fim de melhorar suas fiscalizações e assegurar os direitos dos nativos, pois segundo a perspectiva filosófica de Paul Sartre, qualquer forma de violência é uma derrota, reforçando a ideia Iluminista.